- O avanço do mar em Ovar revela fragilidades em toda a costa nacional, com perda de areal e dunas fragilizadas.
- A erosão, intensificada pelas recentes intempéries, preocupa pelo impacto ao longo da frente costeira de norte a sul.
- Existem receios de que a água se aproxime do antigo aterro sanitário desativado de Maceda.
- A Agência Portuguesa do Ambiente vai apresentar, nos próximos dias, um balanço dos estragos.
- A época balnear pode ficar condicionada nas zonas mais críticas devido aos danos na costa.
Ovar está na linha da frente da mais recente vaga de forte agitação marítima que fustigou a costa portuguesa. A erosão avança e surge o receio de o mar se aproximar do antigo aterro sanitário desativado de Maceda. O caso enlaça a frente costeira de Caminha a Vila Real de Santo António.
Perda de areal e dunas fragilizadas repetem-se ao longo do país, com impactos visíveis desde o Norte até ao Sul. As intempéries recentes agravaram a situação, aumentando a vulnerabilidade de zonas costeiras já degradadas.
A Agência Portuguesa do Ambiente prepara-se para apresentar, nos próximos dias, um balanço dos estragos. A época balnear pode ficar condicionada nas áreas mais críticas, enquanto estão em avaliação medidas de mitigação.
Balanço da APA e próximos passos
A APA deverá detalhar, em breve, o alcance dos danos e as zonas mais afetadas. O objetivo é mapear riscos, orientar intervenções e apoiar as estratégias de proteção costeira em curso.
As autoridades reiteram a necessidade de monitorização contínua da linha de costa e de medidas preventivas para reduzir a exposição a novos eventos de maré alta e tempestades.
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