- A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) quer rever as defesas do Baixo Mondego face às alterações climáticas, segundo comunicado ao JN neste domingo.
- A prioridade é identificar os pontos mais vulneráveis ao longo dos diques, canais e estruturas de drenagem e definir medidas adicionais de proteção.
- Pretendem preparar respostas para cenários de rutura ou falha estrutural que possam afectar campos agrícolas, vias de comunicação e zonas habitadas.
- O sistema de defesa pode já não estar preparado para o novo regime de cheias que se aproxima, com fenómenos extremos mais frequentes e caudais difíceis de controlar.
- A APA defende a reavaliação das infraestruturas e da gestão do rio Baixo Mondego.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciou, este domingo ao JN, que pretende rever as defesas do Baixo Mondego face às alterações climáticas. A prioridade é identificar os pontos mais vulneráveis ao longo dos diques, canais e estruturas de drenagem.
A APA indica ainda a definição de medidas adicionais de proteção para cenários de rutura ou falha estrutural. Esses cenários poderiam afectar campos agrícolas, vias de comunicação e zonas habitadas, sobretudo em situações de cheias extremas.
Segundo o relatório inicial, o sistema de defesa pode não acompanhar o novo regime de cheias que se prevê. A instituição sublinha a necessidade de reavaliação das infraestruturas e da gestão do rio, face a fenómenos cada vez mais frequentes e caudais mais difíceis de controlar.
Medidas e objetivos
A análise visa mapear vulnerabilidades ao longo do Baixo Mondego e propor melhorias de proteção. Este trabalho envolve potenciais reforços de diques, melhorias de drenagem e planos de resposta a emergências. A iniciativa depende de cooperação entre entidades públicas e locais.
As chuvas deste inverno, que bateram recorde em Coimbra, são citadas como contexto para a revisão. A APA acrescenta que a adaptação climática exige decisões baseadas em dados e em cenários de risco atualizados.
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