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Ajuda porta-a-porta em Leiria após os danos; não foram apenas os telhados

Ajuda porta-a-porta chega a Monte Redondo com kits e consultas gratuitas, oferecendo apoio emocional a famílias afetadas pela crise em Leiria

Uma equipa de voluntários da iniciativa Leiria Unidos
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  • O projeto Leiria Unida chega a Monte Redondo na sexta-feira, promovido pela Asteriscos, pelos Lobos de Leiria e pela ADCCMI, depois de uma semana nas Colmeias e Memória.
  • Equipas de voluntários distribuem kits de bens essenciais e passam de porta em porta, com listas da Junta de Freguesia, para identificar necessidades locais.
  • Além dos kits, está disponível um camião com consultas gratuitas de psicologia e fisioterapia, para além de ouvir as pessoas e perceber necessidades reais.
  • Raul Testa, presidente da Asteriscos, indica que há casos de pobreza profunda e que o projeto já envolve perto de 100 voluntários de todo o país.
  • O objetivo é compilar dados de cada caso para entregar às instituições locais e asegurar respostas continuadas no futuro.

Na sexta-feira, o projeto Leiria Unida, promovido pela associação Asteriscos com os clubes Lobos de Leiria e ADCCMI, chegou a Monte Redondo, após uma semana nas Colmeias e Memória. O objetivo é apoiar famílias afetadas pela depressão no concelho.

Filipa Sapinho coordena o trabalho no terreno, com equipas de voluntários a distribuir kits de bens essenciais. Cada equipa tem uma lista de casas sinalizadas pela Junta de Freguesia para passar na tarde de hoje.

Ricardo Henriques, voluntário desde o 1º dia, diz que os kits funcionam como quebra-gelo. Depois do contacto inicial, percebe-se melhor o que cada família realmente precisa, incluindo apoio emocional.

Monte Redondo: abordagem porta-a-porta

As equipas não se limitam às listas; ao visitar cada porta, verificam danos na casa, necessidades de medicação, luz e água, e se há apoio psicológico disponível. O camião da freguesia oferece consultas gratuitas de psicologia e fisioterapia.

Raul Testa, presidente da Asteriscos, sublinha que muitas famílias estão psicologicamente devastadas. O projeto nasceu após relatos de situações extremas em zonas afastadas do centro de Leiria.

O grupo reuniu apoios de empresas, clubes e instituições e envolve já cerca de 100 voluntários de todo o país, em integração com a ação social da Câmara de Leiria e as juntas locais.

Nas Colmeias, encontraram situações de pobreza profunda que surgiram de forma mais evidente, com famílias sem qualquer tipo de apoio. A equipa pretende manter o contacto para respostas futuras.

Joana Gago, professora, aponta que algumas casas ainda recebiam chuva dentro de casa. “Ainda há muito trabalho pela frente”, acrescenta, destacando a necessidade de acompanhamento contínuo.

Vitor Pinto, de 79 anos, não teve a casa afetada pelo evento, mas enfrenta cortes de energia intermitentes. A equipa deixou-lhe uma lanterna, depois de ele ter utilizado um crucifixo iluminado a pilhas para se orientar.

Martinha Oliveira, de 19 anos, juntou-se à equipa por sentir-se útil e quer apoiar quem mais precisa nos Cortes, uma das freguesias menos atingidas pelo impacto emocional.

Alexandra Carvalho, outra voluntária, já visitou várias freguesias do concelho para transmitir força e apoio. O objetivo do projeto é sobretudo ouvir, apoiar e estar presente, não apenas reparar tetos.

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