- O Sindicato dos Médicos do Norte acusa a ULS Alto Ave de impor trabalho suplementar nos cuidados de saúde primários e promete manter a greve até 30 de junho de 2026 se não houver negociações.
- A greve abrange todos os médicos, independentemente do grau, função ou vínculo, com paragem total do trabalho suplementar entre as 00:00 de 19 de fevereiro de 2026 e as 24:00 de 30 de junho de 2026.
- O SAC (Serviço de Atendimento Prolongado) de Guimarães está encerrado e outros serviços funcionam com constrangimentos devido à greve, segundo a presidente do SMN, Joana Bordalo e Sá.
- O SMN acusa o conselho de administração de coação e de ameaças com processos disciplinares e afirma que a greve continuará sem alteração na postura da gestão.
- Joana Bordalo e Sá afirmou que, se houver cuidados de saúde primários fortes, com médicos de família a trabalhar em equipa, se evitam deslocações desnecessárias às urgências.
O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusa a ULS Alto Ave (ULSAA) de impor trabalho suplementar nos cuidados de saúde primários e afirma que manterá a greve até 30 de junho caso não haja negociações. A greve, anunciada após o pré-aviso entregue a 5 de fevereiro, abrange todos os médicos, independentemente de grau ou vínculo.
A dirigente Joana Bordalo e Sá disse, à Lusa, que um conselho de administração com falhas de planeamento tenta impor o trabalho extraordinário como regra, prejudicando os utentes que acabam por acudir às urgências. Para ela, o trabalho é extraordinário e não pode substituir uma organização e planeamento adequados.
Segundo o SMN, o Serviço de Atendimento Prolongado de Guimarães está encerrado devido à greve, com outros serviços a operar sob constrangimentos. A direção da ULSAA ainda não respondeu oficialmente ao pedido de reação da agência Lusa.
Contexto e impacto
O sindicato afirma que as consultas diárias nos centros de saúde não podem funcionar à custa da exaustão médica, sem garantir qualidade e segurança. A greve, que decorre entre as 00:00 de 19 de fevereiro de 2026 e as 24:00 de 30 de junho de 2026, visa justamente salvaguardar o funcionamento saudável dos cuidados de saúde primários e evitar deslocações desnecessárias às urgências.
Joana Bordalo e Sá acusou o conselho de administração de coação aos profissionais e de ameaças de processos disciplinares. Mantém que a greve prosseguirá caso a administração da ULSAA não reveja a postura anunciada. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, é mencionada como responsável por existir uma solução, caso haja vontade política de resolver o conflito.
A ULS Alto Ave foi contactada pela Lusa para comentar o caso e ainda não forneceu uma resposta. O sindicato reforça que a posição do corpo clínico não se trata de uma recusa de serviço, mas de uma reação a condições de trabalho que não asseguram qualidade nem segurança.
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