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PGR do Brasil opõe-se à concessão de prisão domiciliária a Jair Bolsonaro

PGR opõe prisão domiciliária a Jair Bolsonaro, afirmando que a prisão oferece atendimento médico adequado e que permanece o risco de fuga.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão
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  • O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra a concessão de prisão domiciliária a Jair Bolsonaro.
  • Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses no 19. Batalhão da Polícia Militar de Brasília, junto à chamada Papudinha, perto do Complexo Penitenciário da Papuda.
  • O parecer afirma que a prisão atual tem condições de atender a necessidades médicas, incluindo emergências, com atendimento médico 24 horas e uma unidade do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e do INEM disponível.
  • O parecer foi solicitado pelo juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que em setembro passado condenou Bolsonaro e mais 32 arguidos por golpe de Estado, após exames médicos na prisão.
  • A decisão aponta que Moraes deve rejeitar o pedido de transferência para prisão domiciliária, devido ao risco de fuga ou de articular deslocações para o estrangeiro.

O Procurador-Geral da República (PGR) do Brasil, Paulo Gonet, manifestou-se contra a concessão de prisão domiciliária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi apresentado na sequência de novo pedido dos advogados do ex-chefe de Estado.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses no 19. Batalhão da Polícia Militar de Brasília, conhecido pela proximidade ao Complexo Penitenciário da Papuda. A localização é referência para presos com prerrogativa de foro, segundo o regime de Papudinha.

O PGR argumenta que, apesar das condições de saúde mental e física de Bolsonaro, a prisão onde se encontra hoje oferece atendimento médico adequado. A unidade dispõe de atendimento médico 24 horas e de suporte do SAMU, com transferência hospitalar caso haja necessidade.

O parecer foi solicitado pelo juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que em setembro do ano passado condenou Bolsonaro e mais 32 arguidos por golpe de Estado. O laudo médico utilizado no processo aponta multicomorbidades crónicas e fragilidade física e psicológica.

Apesar disso, o documento afirma que o departamento médico da Papudinha está plenamente apto a atender as necessidades médicas do ex-presidente. Moraes deve, por isso, rejeitar o novo pedido de transferência para prisão domiciliária.

Para o STF e o PGR, sucessivos descumprimentos de Bolsonaro a medidas cautelares reforçam o temor de fuga. A permanência na prisão atual, sustentam, é a melhor opção para evitar riscos de evasão ou deslocação irregular.

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