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Moradores resistem à reabertura do Bar Académico de Braga após morte de ‘Manu’

Moradores de Braga rejeitam a reabertura do Bar Académico da Universidade do Minho, citando ruído, vandalismo e falta de licença após morte de jovem

Protesto contra reabertura do Bar Académico em Braga: moradores contestam decisão
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  • Moradores da zona da Gulbenkian, em Braga, com mais de 70 pessoas, opõem-se à reabertura do Bar Académico da Universidade do Minho.
  • O bar encerrou em abril após a morte violenta de Manuel Gonçalves, de 19 anos.
  • A reabertura chegou a ser marcada para o início deste mês, mas ficou suspensa devido à contestação dos moradores.
  • Alegam que o espaço atrai centenas de estudantes alcoolizados, perturbando o sono e provocando desordem e vandalismo.
  • Na última reunião da Câmara de Braga, o autarca não esclareceu que licença está a ponderar para o espaço; os moradores mantêm o recado de que não aceitam que haja bar ou discoteca no local.

Um grupo de mais de 70 moradores da zona da Gulbenkian, em Braga, contesta a possível reabertura do Bar Académico (BA) da Universidade do Minho. O bar encerrou em abril após a morte violenta de Manuel Gonçalves, de 19 anos, mas houve uma marcação de reabertura para este mês que foi impedida pelos residentes.

A porta-voz Paula Azevedo afirma que não aceitam o regresso do BA e que vão agir judicialmente se necessário. O grupo sustenta que o espaço causa perturbação histórica na vizinhança, com frequentes episódios de ruído e vandalismo atribuídos aos frequentadores.

Maria Luísa Silva e Sílvia Meneses descrevem noites de confusão com cânticos, toques indiscriminados e perturbação do descanso, especialmente pela madrugada. Os moradores também apontam para o que consideram desrespeito por parte de quem frequenta o espaço.

Os residentes apresentaram um abaixo-assinado na última reunião da Câmara de Braga, reclamando o direito ao descanso. O autarca João Rodrigues não esclareceu se o BA pode abrir apenas como café ou associação cultural, deixando em aberto a licença necessária.

Paula Azevedo lamenta que tenha sido preciso a morte de um jovem para perceber que o espaço pode não ter licença de funcionamento. Os moradores dizem que já apresentaram centenas de queixas ao longo dos anos, sem resposta concreta da autarquia.

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