- Enterrar a rede elétrica custaria cerca de 20 mil milhões de euros, dinheiro suficiente para dois novos aeroportos de Lisboa.
- A ministra do Ambiente e Energia anunciou um estudo para avaliar custos e benefícios da solução.
- Engenheiros ouvidos pelo JN defendem que a rede já é resiliente, admitindo apenas linhas subterrâneas na média tensão em pontos estratégicos.
- A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) não vê urgência na adaptação.
- A tempestade Kristin expôs vulnerabilidades: existem 245 798 quilômetros de rede de muito alta e de alta tensão, com apenas 21% enterrados (51 287 quilômetros).
O Governo está a avaliar a viabilidade de enterrrar a rede elétrica em Portugal, com um horizonte de custos estimados em 20 mil milhões de euros. A análise foi anunciada pela ministra do Ambiente e Energia, que pediu um estudo sobre custos e benefícios. O objetivo é apurar o impacto financeiro da solução.
Engenheiros ouvidos pelo Jornal de Notícias translates? Não, responderei: Os especialistas questionam a necessidade imediata de enterramento, defendendo que a rede já é resiliente. Segundo eles, apenas linhas de média tensão teriam utilidade em pontos estratégicos, não em toda a extensão.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) não vê urgência na adaptação, mantendo o foco em melhorias pontuais. A discussão surge após a tempestade Kristin, que derrubou cabos e deixou milhares sem energia, reacendendo o debate sobre resiliência das infraestruturas nacionais.
Análise de custos e cenários
Atualmente, Portugal tem 245 798 quilómetros de rede de muito alta e alta tensão gerida pela REN, e de média a baixa tensão pela E-Redes. Apenas 21% da rede está enterrada, totalizando 51 287 quilómetros, uma parcela considerada pequena relativamente ao total.
Entre na conversa da comunidade