- 11% dos estudantes que inicia o 1.º ano de licenciatura deixa de estar inscrito no ano seguinte, taxa que persiste há anos.
- A desistência é mais elevada nos mestrados de 2.º ciclo (16%) e ainda mais nos doutoramentos (20%).
- Os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), com dois anos de duração, apresentam a pior performance, com uma taxa de 28%.
- A subida de desistentes nos CTesP representa um aumento face aos anos anteriores.
- A Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) salienta que os alunos podem regressar ao sistema ou ter ido para o estrangeiro.
Um em cada dez estudantes que inicia o 1.º ano de uma licenciatura deixa de estar inscrito no sistema de ensino superior no ano seguinte. A taxa, que se mantém estável há vários anos, aponta para um padrão de desistência entre os percursos de formação superior em Portugal.
Entre os ciclos anteriores, a desistência é superior nos mestrados de 2.º ciclo (16%) e ainda maior nos doutoramentos (20%). Já os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTESP), com duração de dois anos, apresentam o pior desempenho: 28% dos alunos deixam de estar ativos no ano seguinte.
Desistências por nível de estudos
O conjunto de dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) reforça a diferença entre áreas. Enquanto licenciaturas apresentam quedas semelhantes aos anos anteriores, os CTESP destacam-se pela taxa elevada de abandono, refletindo desafios específicos dessa trajetória formativa.
A DGEEC acrescenta que muitos alunos podem regressar ao sistema ou ter saído para o estrangeiro, explicando parte das perdas observadas no registo seguinte. Não houve alterações significativas na tendência global ao longo dos últimos exercícios.
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