- Um alpinista austríaco foi condenado por homicídio culposo por negligência grave a cinco meses de prisão com pena suspensa e a pagar 9.400 euros de multa, por ter deixado a namorada Kerstin, de 33 anos, sozinha no topo do Grossglocker, onde morreu congelada.
- O crime ocorreu nas primeiras horas de 19 de janeiro, durante a escalada à montanha mais alta da Áustria, em condições de -8 graus (sensação de -20) e ventos de 75 km/h.
- Cerca de 40 metros do topo, Kerstin ficou exausta e não conseguiu continuar; a acusação afirma que Thomas, de 37 anos, não preparou adequadamente a escalada e falhou em desistir.
- Entre as falhas apontadas estão o equipamento inadequado, incluindo botas de snowboard macias, e deixar Kerstin sozinha no escuro, sem cobertores térmicos.
- O resgate chegou horas depois, já que o helicóptero não pôde operar devido ao vento; Kerstin já estava morta quando chegou a ajuda. A condenação pode ser alvo de recurso.
Um alpinista austríaco foi condenado por homicídio culposo por negligência grave, com pena suspensa de cinco meses de prisão, e a pagar uma multa de 9.400 euros. O crime ocorreu na madrugada de 19 de janeiro, no topo do Grossglocker, a montanha mais alta da Áustria (3798 m). Condições: -8 °C, sensação térmica de -20 °C e ventos de 75 km/h.
Kerstin, 33 anos, ficou completamente exausta a cerca de 40 metros do cume e não conseguiu continuar. O juiz afirmou que Thomas, 37, alpinista experiente, não preparou adequadamente a escalada, sobretudo ao nível do equipamento.
A acusação sustenta que o casal não utilizou proteção adequada e que o uso de botas de snowboard macias foi inadequado. A namorada acabou por morrer no local, assistida apenas horas depois, quando o socorro chegou.
O justiceiro revelou que Kerstin morreu sozinha, no topo, na noite fria. O arguido abandonou-a para procurar ajuda, alegando uma decisão conjunta. O helicóptero de resgate só pôde atuar mais tarde devido ao vento; o caso ainda admite recurso.
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