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Tutela promete avaliação para doentes em lista de espera de cirurgia cardíaca

Governo solicita avaliação urgente da lista de espera para cirurgia cardíaca e soluções em articulação com o SNS, diante de mortes e polémica no Norte

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins
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  • A tutela prometeu uma avaliação urgente da situação dos doentes em lista de espera para cirurgia cardíaca e solicitou à Direção-Executiva do Serviço Nacional de Saúde soluções em articulação com as unidades de saúde.
  • André Luz, da ULS Santo António, disse que 10 doentes morreram nos últimos três anos devido a uma lista de espera excessiva nesta unidade.
  • A Ordem dos Médicos considera estes factos uma falha grave na resposta assistencial e pediu esclarecimentos com caráter de urgente ao Departamento Executivo do SNS e ao Ministério da Saúde.
  • O Ministério da Saúde afirmou que a situação está a ser analisada com prioridade e que foram solicitados esclarecimentos a todas as entidades competentes para apuramento rigoroso dos factos.
  • A polémica resultou de uma carta subscrita por quatro unidades de cardiologia do Norte, que alertam para listas de espera; as unidades envolvidas são a ULS Santo António, a ULS do Tâmega e Sousa, a ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro e a ULS de Matosinhos (Pedro Hispano).

Numa resposta enviada à agência Lusa, o gabinete da ministra Ana Paula Martins informou que já foi solicitada à Direção-Executiva do SNS uma avaliação urgente da situação dos doentes em lista de espera para cirurgia cardíaca, com apresentação de soluções em articulação com as unidades de saúde do SNS.

A informação surge na sequência de pedidos de esclarecimento sobre a polémica envolvendo os centros de referência para cirurgia cardíaca do Norte. O objetivo é obter um diagnóstico rigoroso e ações efetivas para reduzir prazos e proteger a equidade de acesso aos cuidados.

Na véspera, André Luz, diretor de serviço de Cardiologia da ULS Santo António, indicou à RTP que 10 doentes morreram nos últimos três anos devido a uma lista de espera elevada nesta unidade.

A Ordem dos Médicos afirmou que, se confirmados, os factos representam uma grave falha na resposta assistencial, colocando em causa princípios de equidade, qualidade e segurança dos cuidados.

O Ministério da Saúde reiterou à Lusa que está a analisar a situação com prioridade e já pediu esclarecimentos a todas as entidades competentes para apurar os factos com rigor.

O gabinete de Ana Paula Martins explicou que, quando há listas acima do Tempo Máximo de Resposta Garantido, cabe às entidades competentes avaliar soluções apoiadas em boas práticas clínicas, envolvendo a DGS, a DE-SNS e o próprio Ministério.

A polémica ganhou contornos após o Diário de Notícias ter referido que quatro hospitais do Norte com serviços de cardiologia subscreveram uma carta à ministra da Saúde, alertando para listas de espera de pacientes que necessitam de cirurgia ou de implantação de válvula aórtica.

Os serviços subscritores incluem a ULS Santo António, o Tâmega e Sousa, a ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Hospital de Matosinhos. A ULS Santo António pretende, em conjunto com as outras unidades, promover uma reflexão sobre a rede de centros de referência.

O serviço de cardiologia da ULS Tâmega e Sousa informou à Lusa que não pretende criar um centro de referência, mas subscreveu a carta para a discussão global, enquanto a ULSTMAD admitiu ambição de realizar intervenções percutâneas, sem pôr em causa os centros existentes.

Atualmente, pacientes precisam de intervenções serem encaminhados para os centros de referência do Porto, Vila Nova de Gaia/Espinho e Braga, onde foi criada recentemente uma estrutura de referência a operar a 20% da capacidade.

O Ministério da Saúde confirmou ter recebido o e-mail das quatro ULS, referindo que as listas de espera e alguns casos fatais foram mencionados pelos médicos. O E-mail foi recebido após a notícia pública sobre o tema.

Reações já chegaram de outras ULS do Norte, incluindo São João e Gaia/Espinho, com alertas sobre impactos na organização dos recursos. O bastonário da Ordem dos Médicos comentou que a situação envolve uma equação complexa de gestão de recursos humanos entre centros existentes e novos.

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