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Trump pretende aliviar regras de emissões de mercúrio em centrais a carvão

EPA planeia flexibilizar limites de mercúrio nas centrais a carvão, reduzindo custos para empresas, mas aumenta riscos para saúde e ambiente

O grupo de lobby Washington Coal Club concedeu a Trump, no passado dia 11 de Fevereiro, o prémio «Campeão Indiscutível do Carvão».
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  • A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos vai anunciar, em Louisville, Kentucky, uma medida que isenta centrais termoelétricas a carvão de cumprir algumas regras de poluição.
  • A mudança permitiria que as centrais emitam mais poluentes perigosos, incluindo mercúrio, já que a EPA tem estudado flexibilizar limites para várias substâncias associadas à queima de carvão.
  • A EPA já tinha isentado 47 empresas dessas regulamentações por dois anos e está a rever as regras aprovadas durante a administração anterior para reduzir emissões de dióxido de carbono, mercúrio e outros poluentes.
  • A expectativa é que a nova regra final seja publicada assim que a revisão for concluída e assinada pelo administrador da EPA, Lee Zeldin.
  • A agência argumenta que a flexibilização reduziria custos para as concessionárias, estimando poupar até 670 milhões de dólares entre 2028 e 2037, embora haja preocupações quanto aos riscos para a saúde pública e ao ambiente devido ao mercúrio.

A Administração de Donald Trump prepara uma flexibilização das regras aplicáveis às centrais termoelétricas a carvão, com uma medida que pode isentar essas instalações do cumprimento de parte das normas de poluição, segundo o New York Times. A EPA deverá anunciar a mudança ainda esta sexta-feira, durante uma visita a Louisville, no Kentucky. A notícia cita documentos internos da agência.

A medida visa permitir que as centrais emitam mais poluentes perigosos, incluindo mercúrio, apontando para uma melhoria de custos para as concessionárias. A EPA já isentou 47 empresas das regulamentações para reduzir o mercúrio e outros toxinas nos últimos dois anos, conforme o jornal.

A notícia acrescenta que, em Junho, a EPA propôs revogar as regras de Biden que reduziam emissões de dióxido de carbono, mercúrio e outros poluentes. A proposta está em revisão, e a regra final dependerá da aprovação do administrador Lee Zeldin.

Poupança para as empresas ou saúde humana

Ao flexibilizar o mercúrio, a EPA argumenta reduzir custos para as centrais de carvão em todo o país. Documentos citados pelo NYT estimam que a mudança pode poupar até 670 milhões de dólares entre 2028 e 2037.

As centrais a carvão são uma das principais fontes de mercúrio na atmosfera. A queima de carvão libera este metal tóxico, que pode depositar-se no solo e na água, afetando a cadeia alimentar e a saúde pública.

Além do mercúrio, a medida deverá flexibilizar limites para arsénio, cádmio, crómio, chumbo e níquel. O chumbo é mencionado como outra neurotoxina associada a atrasos no desenvolvimento infantil.

As centrais a carvão respondem por uma parte significativa das emissões de mercúrio nos EUA, de acordo com a EPA. O tema integra o conjunto de ações da administração para acelerar a produção de energia, alegando segurança energética frente ao crescimento da IA e dos centros de dados.

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