- A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos vai anunciar, em Louisville, Kentucky, uma medida que isenta centrais termoelétricas a carvão de cumprir algumas regras de poluição.
- A mudança permitiria que as centrais emitam mais poluentes perigosos, incluindo mercúrio, já que a EPA tem estudado flexibilizar limites para várias substâncias associadas à queima de carvão.
- A EPA já tinha isentado 47 empresas dessas regulamentações por dois anos e está a rever as regras aprovadas durante a administração anterior para reduzir emissões de dióxido de carbono, mercúrio e outros poluentes.
- A expectativa é que a nova regra final seja publicada assim que a revisão for concluída e assinada pelo administrador da EPA, Lee Zeldin.
- A agência argumenta que a flexibilização reduziria custos para as concessionárias, estimando poupar até 670 milhões de dólares entre 2028 e 2037, embora haja preocupações quanto aos riscos para a saúde pública e ao ambiente devido ao mercúrio.
A Administração de Donald Trump prepara uma flexibilização das regras aplicáveis às centrais termoelétricas a carvão, com uma medida que pode isentar essas instalações do cumprimento de parte das normas de poluição, segundo o New York Times. A EPA deverá anunciar a mudança ainda esta sexta-feira, durante uma visita a Louisville, no Kentucky. A notícia cita documentos internos da agência.
A medida visa permitir que as centrais emitam mais poluentes perigosos, incluindo mercúrio, apontando para uma melhoria de custos para as concessionárias. A EPA já isentou 47 empresas das regulamentações para reduzir o mercúrio e outros toxinas nos últimos dois anos, conforme o jornal.
A notícia acrescenta que, em Junho, a EPA propôs revogar as regras de Biden que reduziam emissões de dióxido de carbono, mercúrio e outros poluentes. A proposta está em revisão, e a regra final dependerá da aprovação do administrador Lee Zeldin.
Poupança para as empresas ou saúde humana
Ao flexibilizar o mercúrio, a EPA argumenta reduzir custos para as centrais de carvão em todo o país. Documentos citados pelo NYT estimam que a mudança pode poupar até 670 milhões de dólares entre 2028 e 2037.
As centrais a carvão são uma das principais fontes de mercúrio na atmosfera. A queima de carvão libera este metal tóxico, que pode depositar-se no solo e na água, afetando a cadeia alimentar e a saúde pública.
Além do mercúrio, a medida deverá flexibilizar limites para arsénio, cádmio, crómio, chumbo e níquel. O chumbo é mencionado como outra neurotoxina associada a atrasos no desenvolvimento infantil.
As centrais a carvão respondem por uma parte significativa das emissões de mercúrio nos EUA, de acordo com a EPA. O tema integra o conjunto de ações da administração para acelerar a produção de energia, alegando segurança energética frente ao crescimento da IA e dos centros de dados.
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