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Sul de Portugal tem água armazenada para dois a três anos, diz APA

Agência Portuguesa do Ambiente afirma que o sul de Portugal tem água para dois a três anos; barragens estão cheias e pode haver recorde nacional de água armazenada

Barragens
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  • O sul de Portugal tem água armazenada para dois a três anos e as albufeiras estão literalmente cheias, afirmou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente.
  • O boletim semanal da APA indica 12.610 hectómetros cúbicos de água armazenada em Portugal continental, 95% da capacidade, com a albufeira do Arade a 74%.
  • José Pimenta Machado prevê que, no final de fevereiro, Portugal bata o recorde nacional de água armazenada, admitindo que isso acontece devido às chuvas recentes.
  • A declared porção sul também teve cheia, devido a tempestades que afetaram o território de Bragança ao Algarve, tornando as barragens em níveis mais elevados do que em anos anteriores.
  • Barragens como Monte da Rocha e Campilhas passaram a apresentar água em níveis superiores, demonstrando o caráter excecional do atual período de precipitação e os seus efeitos nos rios.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) revela que o sul de Portugal dispõe de água suficiente para dois a três anos, com as barragens apresentando níveis elevados. O presidente da APA, José Pimenta Machado, antecipa que o país pode bater recordes nacionais na água armazenada.

O boletim semanal de albufeiras indica que, na última segunda-feira, o continente contava com 12 610 hectômetros cúbicos de água, 95% da capacidade total. A albufeira de Arade apresentava apenas 74% de preenchimento.

Pimenta Machado sublinha que a situação atual resulta de chuvas intensas que afetaram grande parte do território, de Bragança ao Algarve, nas últimas semanas. O responsável lembra que, apesar de todas as bacias estarem perto da capacidade, houve libertação de água em várias estruturas.

Entre os exemplos portugueses citados, a barragem de Monte da Rocha, no Alentejo, ficou cheia e realizou descargas de superfície; este fenómeno é incomum neste século, com enchimentos recentes apenas em 2011. Em fevereiro de 2022 o nível era de 4%, em 2017 chegou a 40%.

O presidente da APA compara a situação com as barragens do Algarve, onde também houve melhoria considerável, apesar de terem estado entre os valores mais baixos nos anos recentes. Campilhas e as albufeiras de Santa Clara e Bravura registam aumentos de água, com algumas a atingirem percentagens mais elevadas.

Os dados indicam que, neste ano, todas as albufeiras se encontram cheias, sinalizando uma melhoria significativa face aos períodos anteriores. Os rios estão a voltar aos leitos, e a gestão teve de contemplar descargas para evitar cheias.

Pimenta Machado recorda que o fenómeno teve origem em tempestades no Atlântico, com água que percorreu as bacias espanholas antes de regressar a Portugal. O técnico sublinha também a influência do degelo e dos incêndios florestais no verão passado, que complicaram a retenção de água.

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