- Silvino Ferreira dos Santos, 80 anos, vive em Regueira de Pontes, Leiria, sem luz há mais de três semanas após a depressão Kristin.
- São mais de seis mil clientes da E-Redes ainda sem energia; alguns recorrem a geradores ou à ajuda de vizinhos para manter o essencial.
- A casa fica na penumbra, ele usa a salamandra e velas para se orientar e continua a realizar apenas atividades básicas.
- Procura apoio na Junta de Freguesia de Regueira de Pontes; a situação aumenta o sentimento de isolamento, já que vizinhos já têm luz.
- O idoso descreve sentir tristeza, revolta e solidão cada vez maior, e afirma que as noites são especialmente difíceis.
Silvino Ferreira dos Santos, de 80 anos, vive em Leiria e está há mais de três semanas sem energia. A casa permanece sem luz ao pôr do sol, agravando a solidão que já sentia. A depressão Kristin foi responsável pelo corte na rede elétrica da região.
Na freguesia de Regueira de Pontes, a casa de Silvino fica junto a uma estrada onde se ouvem cães e o trânsito. Enquanto muitas moradias já têm luz, a sua permanece às escuras, com o aquecimento apenas pela salamandra e duas velas para iluminar o interior.
Mais de 6.000 clientes da E-Redes continuam sem energia. Alguns recorrem a geradores ou recebem apoios dos vizinhos, mas Silvino não tem estes recursos. A casa é iluminada apenas pela chama da salamandra e por velas.
Situação atual de Silvino
A frustração aumenta com o passar das semanas. Silvino esperava ver a luz reposta em dias, mas tem mantido a rotina limitado pela falta de eletricidade. As noites são particularmente difíceis e a sensação de isolamento cresce.
Durante o dia, o idoso tenta manter ocupação com a horta e conversas com amigos. Para se barbear, aproxima o espelho da sala; para o duche, usa uma vela; e o jantar é preparado ao pôr do sol, sem necessidade de conservar alimentos no frigorífico.
À noite, a falta de serviços agrava a sensação de reclusão. Silvino não tem televisão ou outras fontes de entretenimento, o que intensifica o peso emocional do apagão prolongado. A solidão é descrita como o principal problema.
O apoio da Junta de Freguesia de Regueira de Pontes tem sido procurado. Na quinta-feira, Silvino compareceu ao atendimento para obter informações sobre a reativação da energia, embora reconheça que as soluções não sejam rápidas.
Silvino recorda os tempos em que a casa era confortável e comenta que a esperança de ver a luz volta diariamente. Mesmo com a incerteza, mantém a fé e a ideia de que amanhã pode ser um novo dia.
Os filhos ajudam apenas nos fins de semana, enquanto a casa permanece isolada. O morador relembra a vida de 55 anos naquela residência e admite que a cicatriz do apagão pode permanecer por algum tempo.
Apesar da dificuldade, Silvino afirma que não pode desistir. A orientação é manter a força e acompanhar as atualizações oficiais, sem esperar por uma solução imediata.
Entre na conversa da comunidade