- Rota da Groselha-preta, na Borgonha, estende-se por mais de 55 quilómetros, partindo de Le Cassissium, em Nuits-Saint-Georges, e incluindo provas de alimentos e bebidas à base da fruta.
- Em Espanha, a rede Oleoturismo España reúne mais de 100 experiências gastronómicas em oito províncias, com foco no azeite; inclui a Vía Verde del Aceite junto a Córdoba, antiga linha férrea convertida em trilho.
- A Serra Calderona, perto de Valência, oferece opções de provas de azeites raros ao longo de percursos pedestres ou cicláveis.
- A rota Vinho e Peixe, de 166 quilómetros, percorre o País Basco espanhol, desde Oyón até à Cordilheira Cantábrica, com paragens para provar peixe e marisco.
- Na Baviera, Alemanha, a Hallertau Hop Trail tem 170 quilómetros e destaca a maior região produtora de lúpulo do mundo, com fábricas de cerveja e museus ao longo do caminho.
A Rota da Groselha-preta, a Via do Azeite em Espanha e outras trilhas gastronómicas destacam-se como formas de conhecer cultura, comunidades e história europeias. O património alimentar cria encontros entre tradição e paisagens locais.
Entre Borgonha e Dijon, o itinerário Route du Cassis acompanha o Le Cassissium, museu dedicado à groselha-preta. Provas de compotas, manteigas e licores com o fruto aguardam os visitantes ao longo de 55 km.
Os percursos podem ser percorridos a pé ou de bicicleta, com apoio da aplicação Balades en Bourgogne. O trajeto passa por explorações familiares que produzem iguarias baseadas nas groselhas.
Borgonha: o ‘ouro negro’ que inspira uma rota
Groselhas-pretas chegaram à Borgonha no século XVII, trazidas por monges por propriedades medicinais. Hoje, o fruto sustenta licores e outros produtos regionais.
A Rota da Groselha-preta estende-se desde Nuits-Saint-Georges até Dijon, revelando produtores locais. Provas de bebidas alcoólicas e não alcoólicas complementam as visitas.
Espanha: percursos dedicados ao azeite
Em 2025, Espanha mapou uma vasta rede de oleoturismo com mais de 100 experiências em oito províncias. A iniciativa Oleoturismo España visa desviar turistas de zonas lotadas.
Ao redor de Córdoba, a Vía Verde del Aceite recorre à antiga linha férrea do Comboio do Azeite. O trajeto passa por olivais e viadutos históricos.
Espanha: oliveiras e mostras ao longo de caminhos
Lagares tradicionais e museus do azeite podem ser visitados nas aldeias ao longo do percurso. O Parque Natural da Serra Calderona, perto de Valência, oferece trilhos para explorar a pé ou de bicicleta.
Em Olocau, Gátova e Segorbe há provas de azeites de azeitarias centenárias, com produção que se relaciona com comunidades locais e saberes artesanais.
Beiras de Huelva: Beas e o azeite
Na província de Huelva, o percurso do azeite em Beas passa por herdades olivícolas. Participa-se em oficinas gastronómicas e provas guiadas, explorando a paisagem rural.
Itália: Dolomitas e a rota do queijo
A Rota do Queijo das Dolomitas percorre Primiero, Fiemme e Fassa, onde tradições alpinas se mantêm. Queijos como puzzone di Moena e tosèla atraem os visitantes.
Entre paragens, trilhos serpentam por prados floridos e florestas, sob picos imponentes. Refúgios de montanha e queijarias integram o itinerário.
Espanha: o País Basco, peixe e vinho
A rota Vinho e Peixe, com 166 km, acompanha uma antiga via comercial usada por pescadores. O percurso inicia em Oyón e sobe à Cordilheira Cantábrica.
Paragens em tabernas de pescadores e restaurantes familiares permitem provar especialidades locais de peixe, incluindo a fábrica de anchovas em Getaria.
Alemanha: a Hallertau e o lúpulo
Na Baviera, a Hallertau Hop Trail estende-se por 170 km a partir dos arredores de Munique. O percurso explica o papel do lúpulo na produção mundial de cerveja.
Fornos em forma de torre revelam o processo de secagem do lúpulo; em setembro começa a colheita. Paragens em cervejarias locais e restaurantes com pratos aromatizados com lúpulo.
Este conjunto de rotas evidencia como a gastronomia europeia se cruza com paisagens, tradições e técnicas artesanais, oferecendo experiências acessíveis a quem viaja por caminhos menos convencionais. Fontes: relatos de roteiros turísticos e museus regionais.
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