- O PCP entregou, no Parlamento, um requerimento ao Ministro dos Negócios Estrangeiros para esclarecer o aumento de movimentações de aviões militares dos EUA na Base das Lajes.
- A Base das Lajes, na ilha Terceira, registou na passada quarta-feira maior movimento, com 11 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus, 12 caças F-16 Viper e um cargueiro militar C-17 Globemaster III estacionados.
- O PCP afirma que o aumento recorda o mês de junho de 2025 e a situação que antecedeu a agressão militar dos EUA ao Irão.
- O partido pergunta se há informação sobre este aumento, quais são os objetivos da movimentação e se o Governo conhece a possibilidade de agressão norte-americana ao Irão, defendendo soberania nacional.
- O PCP também questiona se a conivência com os EUA e uma eventual agressão ao Irão contrariam a Constituição da República, que defende a paz e a solução pacífica de conflitos internacionais.
Na Base das Lajes, na ilha Terceira, registou-se na passada quarta-feira um aumento significativo no movimento de aeronaves militares dos Estados Unidos. O episódio foi divulgado pelo PCP, que pediu esclarecimentos ao Governo português.
O Partido Comunista Português entregou esta sexta-feira no Parlamento um requerimento ao Ministro dos Negócios Estrangeiros. O documento questiona o aumento inusitado das movimentações de aviões norte-americanos na base açoriana.
Conforme o PCP, a circulação intensificada incluiu vários aviões estacionados na pista, entre eles KC-46 Pegasus, F-16 Viper e C-17 Globemaster III, segundo uma notícia do Público citando a Lusa. O partido assina o requerimento pela deputada Paula Santos.
O PCP sustenta que o silêncio do Governo sobre o tema levanta dúvidas quanto à soberania nacional e ao papel de Portugal na defesa da paz. O grupo parlamentar quer saber se há informação disponível sobre este movimento atípico.
Questiona ainda se o Executivo tem conhecimento dos objetivos da movimentação, sobretudo no âmbito de uma potencial escalada de agressão militar contra o Irão. O PCP aponta para possíveis impactos na política externa portuguesa.
O requerimento também aborda a eventual conformidade com a Constituição da República Portuguesa, que prevê uma política de paz e de solução pacífica de conflitos. O tema é apresentado sem tomadas de posição do Governo.
Entre na conversa da comunidade