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Ordem dos Médicos exige apuramento urgente de mortes em lista de espera

Ordem dos Médicos exige apuramento rigoroso e urgente das mortes em lista de espera para cirurgia cardíaca, alertando para falha grave na resposta assistencial

Médicos
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  • A Ordem dos Médicos exigiu às autoridades de Saúde o apuramento rigoroso e transparente de mortes em lista de espera para cirurgia cardíaca, incluindo identificação de mortes, caracterização clínica, tempos de espera e condições organizativas que possam ter contribuído para os desfechos.
  • O ofício foi enviado à Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) e ao Ministério da Saúde, com um apelo de esclarecimento com caráter de absoluta urgência.
  • O diretor de serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde de Santo António, André Luz, disse à RTP que mais de 10 doentes morreram nos últimos três anos devido a uma lista de espera excessiva naquela região.
  • A OM afirmou que, se comprovados, os factos representam uma falha grave na resposta assistencial e colocam em causa princípios de equidade, qualidade e segurança dos cuidados aos doentes com doença cardíaca.
  • Quatro serviços de cardiologia do Norte subscreveram uma carta ao Ministério da Saúde sobre o panorama da cirurgia cardíaca na região, referindo centros de referência em São João (Porto), Gaia/Espinho, Braga e uma possível ambição de criação de centro de referência na ULS Santo António.

A Ordem dos Médicos exigiu, com absoluta urgência, o apuramento rigoroso e transparente dos factos relativos a alegadas mortes de doentes em lista de espera para cirurgia cardíaca. O pedido foi feito na sexta-feira, dirigido à Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, e visa identificar o número de falecimentos, a caracterização clínica, os tempos de espera médios e máximos, bem como as condições organizativas que possam ter contribuído para estes desfechos.

O organismo pediu ainda uma avaliação da atuação da DE-SNS e do Ministério da Saúde, pedindo esclarecimentos rápidos sobre a gestão de listas de espera para cirurgias cardíacas. O bastonário afirmou que é essencial perceber quantas vidas foram afetadas e quais soluções podem ser mobilizadas.

André Luz, diretor de serviço de Cardiologia da ULS Santo António, afirmou à RTP que mais de 10 doentes faleceram nos últimos três anos devido a uma lista de espera elevada naquela unidade. A OMS disse que, se confirmadas, estas situações configuram falha grave no serviço e colocam em causa princípios de equidade, qualidade e segurança.

Cartas de hospitais do Norte

Foi revelado que quatro hospitais do Norte subscreveram uma carta sobre o panorama da cirurgia cardíaca na região, destinada à ministra da Saúde. Os serviços de cardiologia da ULS Santo António (Porto), do Tâmega e Sousa, da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Hospital Pedro Hispano (Matocoinhos) assinaram o documento. O objetivo é alertar para a lista de espera de pacientes com doença cardíaca que necessitam de cirurgia ou de implante de válvula aórtica.

A intenzão de ampliar a oferta de intervenção cardíaca é debatida: a ULS Santo António pretende criar um centro de referência na área, enquanto a ULS do Tâmega e Sousa afirma não ter esse objetivo. O ULSTMAD admite que pode haver interesse em intervenções cardíacas percutâneas, mas garante que não está em causa o funcionamento dos centros existentes.

Pacientes que exigem intervenções circulam atualmente para centros de referência como o ULS São João (Porto), ULS de Vila Nova de Gaia/Espinho e ULS Braga, que abriu há dois meses uma estrutura com funcionamento a 20% da capacidade.

Medidas e contexto

A Ordem dos Médicos recordou a escassez de médicos especialistas em cirurgia cardíaca e mencionou constrangimentos orçamentais previstos no Orçamento de Estado para 2026. O organismo sublinhou que a gestão de listas de espera para procedimentos complexos não pode ser tratada como mera variável administrativa, requerendo planeamento estratégico e monitorização constante.

Na mesma altura, a Lusa confirmou que o conselho de administração da ULS Santo António não quis comentar. A agência solicitou esclarecimentos ao Ministério da Saúde e à DE-SNS, sem ainda obter resposta.

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