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O cortejo de papel: estudo sobre a gestão de documentos oficiais

Consulta pública classifica o Cortejo dos Trajos de Papel da Festa de S. Bartolomeu como Património Cultural Imaterial, fortalecendo a tradição portuense

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  • Está em consulta pública o processo de classificação do Cortejo dos Trajos de Papel da Festa de S. Bartolomeu como Património Cultural Imaterial.
  • O cortejo envolve a confecção de quatrocentas a quinhentas vestimentas e a mobilização de participantes do movimento associativo da Foz, Lordelo e Aldoar.
  • O texto menciona a possibilidade de a tradição ser “inventada” (referência a Hobsbawm), com raízes sugeridas nos anos trinta.
  • A importância da festa é destacada desde 1851, quando o jornal O Braz Tisana registou a romaria a S. Bartolomeu, ainda que a festa original seja anterior.
  • O apelo é para que a classificação avance, superando obstáculos burocráticos, e reconheça o Cortejo como parte do património da cidade.

O Cortejo dos Trajos de Papel da Festa de S. Bartolomeu está em consulta pública para classificação como Património Cultural Imaterial. A proposta enquadra a celebração numa lista de património imaterial do país, em curso na atualidade.

O evento envolve a criação de 400 a 500 vestimentas de papel, com a participação de associações da Foz, Lordelo e Aldoar. O objetivo é manter viva uma manifestação tradicional associativa da cidade do Porto.

A candidatura de classificação surge no âmbito da Festa de S. Bartolomeu, que se realiza em agosto, com um desfile que termina num banho coletivo. O formato atual da celebração tem raízes históricas e mantém-se como marco cultural da comunidade local.

Contexto histórico e objetivo da consulta

Historicamente, a festa é mencionada já em 1851, em registos do jornal O Braz Tisana, descrevendo a romaria à S. Bartolomeu. Ao longo das décadas, o Cortejo ganhou expressão e dimensão cívica, tornando-se uma das maiores manifestações da cidade.

A defesa da classificação pretende reconhecer o valor sociocultural do cortejo e a mobilização das associações locais. A iniciativa visa preservar o saber fazer, as tradições e o dinamismo comunitário associados à festa.

A consulta pública funciona como etapa de participação cívica, permitindo contributos de cidadãos e entidades. O objetivo é confirmar a relevância do Cortejo para o património imaterial da região.

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