- Moradores de um prédio na Rua da Cruz de Alcântara, em Alcântara (Lisboa), vão ser expropriados para obras de expansão da Linha Vermelha do metropolitano.
- Têm de sair do edifício até ao final de março.
- Dizem que a Câmara Municipal de Lisboa não os avisou com antecedência sobre a decisão.
- As indemnizações anunciadas não chegam para encontrarem nova habitação.
- Maria de Fátima Lopes, 73 anos, relata surpresa e incredulidade com a situação.
Moradores de um prédio na Rua da Cruz de Alcântara, em Alcântara, vão ter de abandonar o imóvel até ao final de março para permitir obras de expansão da Linha Vermelha do Metro de Lisboa. A decisão envolve a Câmara Municipal de Lisboa e afeta residentes antigos.
Quem mora no edifício, propriedade municipal, diz não ter recebido avisos prévios suficientes e aponta dificuldades para encontrar nova habitação com as indemnizações propostas. A demolição do prédio visa abrir espaço para o avanço da obra.
Entre os afetados está Maria de Fátima Lopes, 73 anos, que reside há 47 anos no 3.º andar diante da entrada principal. Ela descreve o momento como ainda confuso e sublinha a pressão de ter de sair rapidamente.
Situação atual e prazos
O processo de expropriação já está em curso, com o prazo de realojamento fixado para o fim de março. A Câmara de Lisboa não respondeu com detalhes sobre prazos de pagamento de indemnizações nem sobre alternativas de alojamento temporário ou definitivo para os moradores.
As condições de realojamento, custos de mudança e padrões de apoio social permanecemMaterial não divulgado oficialmente pela autarquia. O cenário permanece sob escrutínio enquanto os moradores aguardam informações adicionais sobre compensações e garantias de residência futura.
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