- Crimes começaram em 2020, durante a pandemia, com a vítima mais velha na altura 13 anos, atacada pelo padrasto em pelo menos duas situações distintas.
- A vítima revelou o que aconteceu numa reunião de família no último Natal; a irmã mais nova, hoje com 14 anos, também foi atacada, conforme queixa à PSP.
- A mãe desvalorizou as denúncias e não acreditou nas acusações, dependendo economicamente do padrasto; a família vive no centro do Porto.
- O padrasto, de 43 anos, foi detido pela Polícia Judiciária do Porto; é operário da construção civil e principal sustento da família.
- Os ataques ocorriam sempre que o agressor ficava sozinho com as vítimas; a irmã mais nova foi vítima desde os 8 até aos 12 anos, quando houve reconhecimento da verdade à psicóloga.
A Polícia Judiciária do Porto deteve um homem de 43 anos, padrasto de duas irmãs, por crimes sexuais contra as menores. Os abusos ocorreram em casa, ao longo de vários anos, e ganharam visibilidade após a filha mais velha denunciar durante uma reunião de família no último Natal. A detenção ocorreu após investigações realizadas pela PJ.
As vítimas têm atualmente 19 e 14 anos. A mais velha, então com 13 anos, conseguiu descrever os abusos em duas ocasiões distintas. A irmã mais nova foi alvo de ataques sexuais quando tinha oito anos, continuando até aos 12. A mãe, dependente do companheiro, desvalorizou as situações relatadas.
Os crimes começaram em 2020, durante o período de pandemia de Covid-19, em pleno Porto. Os ataques repetiam-se sempre que o homem ficava sozinho com as vítimas, em casa, isolando a família do resto do mundo. A vítima mais nova revelou ter contado à psicóloga da escola.
Detenção e próximos passos
Após o conhecimento do caso, inspetores da PJ deslocaram-se ao terreno e recolheram depoimentos. A vítima mais nova confirmou a verdade do que lhe tinha sido dito pela psicóloga. A jovem de 19 anos decidiu apresentar queixa na PSP com o apoio de amigas.
O padrasto foi apresentado a um juiz para aplicação de medidas de coação, num processo que envolve duas vítimas. A mãe permanece dependence do principal agressor, conforme a investigação sobre as dinâmicas familiares. A residência situa-se no centro do Porto, em uma casa da Câmara.
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