- Grupo de setenta trabalhadores da ESB, empresa pública irlandesa, e subcontratadas chegaram a Leiria para ajudar a repor a rede de energia após a tempestade.
- A equipa viajou desde Cherbourg (França) ou Bilbao (Espanha) até Fátima, e a missão envolve uma semana de viagem e duas semanas de trabalho no terreno.
- O serviço começa cedo e termina ao pôr-do-sol, com equipas a tentar restabelecer a eletricidade em cerca de duas localidades por dia.
- Os habitantes demonstraram gratidão, com relatos de emoção intensa quando as luzes foram ligadas; alguns voluntários descrevem a experiência como semelhante à chegada de libertação em contexto de guerra.
- A maior dificuldade tem sido adaptar-se a uma rede diferente e a regras distintas, mas os trabalhadores contam com apoio de responsáveis locais da empresa e redes de energia portuguesas.
Um grupo de 70 irlandeses da ESB, empresa pública de energia, está a ajudar a repor a rede elétrica nas aldeias de Leiria. A operação surge na sequência de uma tempestade que deixou muitos habitantes sem luz há semanas.
Os trabalhadores chegam a Portugal com apoio de empresas subcontratadas e já tinham percorrido viagens de barco até Cherbourg, em França, ou até Bilbao, em Espanha, antes de seguir de estrada para Fátima. A missão envolve duas semanas de trabalho no terreno.
A deslocação completa levou cerca de uma semana, com o trabalho a decorrer de manhã bem cedo até ao pôr do sol, em zonas rurais da região. Cada equipa costuma reativar em média duas localidades por dia.
Envolvidos e condição local
Cormac Kerry, que trabalha em Wexford, descreve a experiência como uma forma de devolver luz às comunidades afetadas e elogia a paciência dos moradores, que já estão sem energia há mais de três semanas. Perguntado sobre a reação, destacou gestos de agradecimento que vão desde café a pão, incluindo vinho do Porto.
Tom Cavanagh, também em contacto com a Lusa, afirmou que o trabalho é gratificante, salientando episódios de emoção quando as luzes voltam. Um dos momentos relatados foi o de uma senhora que abraçou os voluntários.
Patrick Fleming, de Kildare, realçou a satisfação de ver as aldeias iluminadas novamente. Dennis Dullea, chefe da equipa, apontou a adaptação a uma rede com regras diferentes como principal desafio, mas frisou a boa colaboração da equipa da e-Redes para devolver o serviço.
Contexto da operação
Além do impacto humano, o grupo constatou a dimensão da devastação na rede de Leiria, afirmando que o dano é generalizado. O propósito é manter o ritmo de reparação até normalizar o fornecimento de energia, com equipas a trabalhar em várias localidades por dia.
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