- A PSP identificou dois suspeitos de pressão e coação contra um jornalista da CMTV em direto, após o Benfica-Real Madrid, na primeira mão do play-off da Liga dos Campeões.
- O jornalista foi impedido de se movimentar e de prosseguir a emissão em direto, com impropérios proferidos a curta distância para criar um clima de hostilidade.
- A PSP apresentou uma participação criminal ao Ministério Público e identificou os suspeitos através de imagens do canal de televisão.
- Vão continuar as diligências processuais para apurar mais provas e levar à Justiça os responsáveis.
- O Sindicato dos Jornalistas condenou as agressões e ataques verbais, lembrando que assessorias de imprensa não podem impedir jornalistas de colocar perguntas; critica declarações de um assessor do Benfica e o corte de relações com a Medialivre.
Ontem, a PSP informou ter identificado dois suspeitos de atos de pressão e coação contra um jornalista da CMTV, durante a cobertura em direto do jogo Benfica vs Real Madrid, da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões. O incidente ocorreu após o final da partida, num espaço público onde o jornalista tentava movimentar-se.
Segundo a PSP, foram proferidos impropérios a curta distância com o objetivo de coação moral e física, impedindo o jornalista de exercer as suas funções. A força policial adianta que já foi apresentada uma participação criminal junto do Ministério Público.
As identificações foram feitas através da análise de imagens emitidas pelo canal de televisão. A PSP indicou que vão prosseguir diligências para apurar mais provas e levar os responsáveis a cumprir a justiça.
Sindicato dos Jornalistas condena agressões
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) divulgou uma nota na quinta-feira a condenar agressões de adeptos e de um funcionário do Benfica a jornalistas da CMTV, classificando os factos como intoleráveis e um ataque à liberdade de imprensa.
O SJ informou que o jornalista Gustavo Lourenço, da CMTV e NOW, foi atingido por uma chapada à mão que segurava o microfone, num espaço público, enquanto se faziam perguntas a membros da equipa de futebol do Benfica. Também relatou ataques verbais contra Pedro Neves de Sousa.
A entidade lembra que assessores de imprensa não têm direito de impedir jornalistas de colocar perguntas em espaço público. O SJ acrescenta que jornalistas devem ter liberdade para exercer o seu trabalho, enquanto jogadores podem recusar declarações.
O sindicato cita ainda declarações de um assessor de imprensa do clube durante um treino, que teriam expressado a intenção de repetição de atitudes; o SJ descreve esse comportamento como grave.
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