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Governo abre auscultação pública sobre exibição e fecho de cinemas

A auscultação pública em Lisboa visa diagnosticar o panorama da exibição cinematográfica em Portugal e da rede de teatros, face aos encerramentos recentes

Sala de cinema
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  • Hoje, o Ministério da Cultura promove uma sessão pública em Lisboa para auscultação sobre a exibição cinematográfica em Portugal, integrada num grupo de trabalho criado após o fecho de salas.
  • O encontro, na Cinemateca Portuguesa, reunirá representantes do setor, especialistas e agentes culturais e apresentará diagnósticos sobre o panorama das salas, bem como da rede de teatros e cineteatros.
  • Participam na sessão a Associação de Empresas Cinematográficas, a Associação Portuguesa de Centros Comerciais, a Academia Portuguesa de Cinema, o exibidor Américo Santos, o Cinema Trindade, no Porto, e o crítico João Lopes; haverá também diagnósticos do ICA e da Direção-Geral das Artes.
  • O recorte de exibição em multiplex em centros comerciais enfrenta, em 2026, uma reconfiguração com o encerramento de salas Cineplace e de algumas NOS Lusomundo Cinemas; o Arrábida Shopping, em Vila Nova de Gaia, teve autorização para desafetar nove das vinte salas.
  • Dados do ICA indicam que, em janeiro, existiam 450 salas em exibição, menos 112 face a 2025; cinco capitais de distrito não tinham exibição comercial regular, e Leiria ficou sem cinema devido ao mau tempo e ao encerramento da Cineplace.

O Ministério da Cultura promove hoje, em Lisboa, uma sessão pública de auscultação sobre a exibição cinematográfica em Portugal. O encontro decorre no âmbito de um grupo de trabalho criado após o fecho de salas de cinema. O objetivo é apresentar diagnósticos sobre o panorama atual.

A sessão reúne representantes do setor, especialistas e agentes culturais, com a participação de entidades públicas e privadas. A Cinemateca Portuguesa acolhe o encontro, que deverá também divulgar dados sobre redes de teatros e cineteatros.

Participantes e agenda

Entre os participantes estarão a Associação de Empresas Cinematográficas, Fernando Ventura; a Associação Portuguesa de Centros Comerciais, Carla Pinto; a presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Carla Chambel; o exibidor Américo Santos; o Cinema Trindade, do Porto; e o crítico João Lopes.

O encontro incluirá um diagnóstico do panorama da exibição, a cargo do presidente do ICA, Luís Chaby Vaz, e outro sobre a Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, pelo diretor-geral das Artes, Américo Rodrigues. O objetivo é mapear impactos recentes.

O setor enfrenta reconfigurações no cinema comercial em multiplex, com encerramento de salas Cineplace, em processo de insolvência, e de algumas salas NOS Lusomundo Cinemas. O Arrábida Shopping também viu reduzir atividades, pela autorização de desafetação.

Dados do ICA indicam 450 salas em janeiro, menos 112 do que em 2025. O fenómeno de encerramento deixou cinco capitais de distrito sem exibição regular: Beja, Bragança, Guarda, Portalegre e Viana do Castelo.

As consequências estendem-se a Leiria, que ficou sem cinema comercial por mau tempo e encerramento de Cineplace. A ministra Margarida Balseiro Lopes anunciou, em novembro, a criação do grupo de trabalho.

O grupo integra a Inspeção-Geral das Atividades Culturais e o ICA, com a meta de apresentar conclusões no primeiro trimestre de 2026. Encarrega-se de aferir histórico de pedidos de desafetação de atividade.

No encontro de hoje estarão ainda o diretor da Cinemateca Portuguesa, Rui Machado, e a ministra Margarida Balseiro Lopes, mantendo o foco em medidas para o reforço do setor.

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