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Farmacêuticos residentes apontam fragilidades estruturais na formação

Estudo da APFR aponta fragilidades estruturais na formação de farmacêuticos residentes, com falhas de planeamento, avaliação e financiamento, exigindo fiscalização e mudanças

Estudo da Associação Portuguesa de Farmacêuticos Residentes (APFR) aponta "fragilidades estruturais" na formação
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  • Um estudo da Associação Portuguesa de Farmacêuticos Residentes (APFR) aponta fragilidades estruturais na formação, limitações no desenvolvimento profissional e falhas de comunicação entre instituições de saúde.
  • A pesquisa envolve 463 profissionais entre 2023 e 2025 e será apresentada no Porto, nas Jornadas de Farmácia Hospitalar.
  • Entre as deficiências identificadas estão planeamento e calendarização dos módulos da residência farmacêutica, bem como a ausência de mecanismos de notificação de incidentes no processo formativo.
  • Os residentes afirmam falta de tempo para estudo autónomo, bem como carência de apoio financeiro ou logístico para atividades científicas e formação contínua; divergem sobre critérios de avaliação e acompanhamento de orientadores.
  • Relativamente à valorização profissional, destacam remuneração baixa em comparação com médicos internos e com a realidade europeia, além de incerteza quanto à integração na carreira e contratações desarticuladas de profissionais sem especialidade; a APFR solicitou aumento salarial e integração da residência na carreira, em carta ao primeiro-ministro em 2024.
  • Defendem maior fiscalização da ACSS e da Ordem dos Farmacêuticos sobre o cumprimento do programa formativo e a idoneidade das instituições de colocação; a residência farmacêutica tem duração de quatro anos, visando formação nas áreas de Análises Clínicas, Farmácia Hospitalar ou Genética Humana.

Um estudo da Associação Portuguesa de Farmacêuticos Residentes (APFR) aponta fragilidades estruturais na formação, limitações no desenvolvimento profissional e falhas de comunicação entre instituições de saúde. Os resultados serão apresentados no Porto, durante as Jornadas de Farmácia Hospitalar.

A pesquisa envolveu 463 farmacêuticos residentes entre 2023 e 2025 e aponta deficiências no planeamento e calendarização dos módulos da residência farmacêutica, formação pós-graduada. Destaca ainda uma quase total ausência de mecanismos de notificação de incidentes no processo formativo.

Os instrumentistas do estudo mencionam falta de tempo para estudo autónomo e apoio financeiro ou logístico para atividades científicas e formação contínua. Questionam, ainda, a definição de critérios de avaliação e o acompanhamento formal dos orientadores.

Em relação à valorização profissional, os jovens profissionais consideram a remuneração baixa e uma integração na carreira com grande incerteza. Apontam vagas desarticuladas das necessidades nacionais e contratações sem especialidade.

Em 2024, a APFR enviou uma carta aberta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, exigindo aumento salarial e a integração efetiva da residência na carreira. Os farmacêuticos residentes defendem maior fiscalização pela ACSS e pela Ordem dos Farmacêuticos sobre o programa formativo e as instituições de colocação.

A residência farmacêutica é um programa de quatro anos que visa capacitar farmacêuticos para desempenhos autónomos em Análises Clínicas, Farmácia Hospitalar ou Genética Humana, com formação prática e teórica sob supervisão.

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