- Os executores do testamento de Jeffrey Epstein propõem um acordo de 25 milhões de dólares às vítimas que moveram uma ação coletiva (aprox. 21,2 milhões de euros), segundo uma minuta publicada.
- O acordo ainda precisa da aprovação de um juiz federal em Nova Iorque.
- O valor pode subir para 35 milhões de dólares (29,7 milhões de euros) se mais de quarenta pessoas forem consideradas elegíveis.
- Os beneficiários devem renunciar a outros processos e não ter acordos prévios para receber qualquer valor do espólio ou do Fundo de Compensação às Vítimas de Epstein.
- Os executores Darren Indyke e Richard Kahn não admitiram irregularidades; a ação de 2024 acusa-os de facilitar e ocultar conduta ilegal para ganhos próprios.
Os executores do testamento de Jeffrey Epstein propuseram um acordo de 25 milhões de dólares às vítimas que moveu uma ação coletiva contra eles. O montante foi divulgado numa minuta, ainda sujeita a aprovação de um juiz federal de Nova Iorque. A proposta não envolve admissão de culpa por parte de Darren Indyke e Richard Kahn, respetivamente antigo contabilista e antigo advogado de Epstein.
A minuta define que o pagamento de 25 milhões depende do número de vítimas consideradas elegíveis para o acordo. Se menos de 40 vítimas cumprirem os critérios, o valor será de 25 milhões; se mais de 40, sobe para 35 milhões. Os beneficiários devem renunciar a outros processos e não ter acordos prévios com o espólio ou com o Fundo de Compensação.
Detalhes e contexto
Darren Indyke e Richard Kahn foram acusados em 2024 de facilitar e ocultar conduta ilegal de Epstein para ganhos próprios, segundo a ação coletiva. Um porta-voz de um dos executores afirmou que nenhum deles reconheceu irregularidades, e que não houve denúncias de agressão sexual associadas a eles. O espólio de Epstein estava avaliado em cerca de 600 milhões de dólares antes de reduzir-se com a resolução de outros processos.
Epstein, falecido em agosto de 2019 na prisão, foi associado a uma vasta rede de tráfico sexual e exploração de menores. As denúncias envolviam recrutamento e abuso de dezenas de raparigas, algumas com 14 anos, em propriedades como Manhattan, Palm Beach, Novo México e na ilha privada nas Ilhas Virgens.
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