- Um ex-padre de Murça, octogenário, começa a ser julgado a 12 de maio por burla qualificada, usurpação de funções na forma continuada, violação e coação sexual.
- O arguido foi detido a 24 de dezembro de 2021 pela Polícia Judiciária, por violação de uma mulher de 47 anos, e ficou em prisão preventiva até abril de 2022.
- A acusação do Ministério Público foi apresentada em setembro de 2023; a instrução está a aguardar decisão, com a fase marcada para terminar a 31 de outubro de 2025.
- O tribunal entende que o arguido, expulso da Igreja Católica em meados de 1979, continuou a apresentar-se como padre e exorcista, chegando a participar em programas televisivos a nível nacional.
- Em dezembro de 2021, no consultório na habitação em Murça, terá recebido duas mulheres que acreditavam nele como padre; uma delas terá sido vulnerável psicologicamente e houve atos sexuais, além de coação e contactos forçados noutra vítima.
Um ex-padre de Murça vai a julgamento a 12 de maio, acusado de burla qualificada, usurpação de funções na forma continuada, violação e coação sexual. O caso ficará a cargo de um tribunal coletivo, no âmbito de concurso real.
O arguido, octogenário, foi detido a 24 de dezembro de 2021 pela Polícia Judiciária pela alegada violação de uma mulher de 47 anos. Ficou em prisão preventiva e foi libertado em abril de 2022. A acusação remonta a setembro de 2023, com instrução requerida pelo arguido, cuja decisão instrutória ficou para 31 de outubro de 2025.
Segundo o Tribunal de Vila Real, o arguido, expulsado como sacerdote em meados de 1979, continuou a apresentar-se e a vestir-se como padre, inclusive em programas televisivos de alcance nacional, entre 1979 e 2021. A acusação aponta que, na atividade de exorcista, recebia clientes que acreditavam na sua condição clerical e lhe pagavam.
No âmbito da mesma atividade, o ex-padre terá recebido em Murça, no consultório da sua habitação, duas mulheres que acreditavam nele como sacerdote da Igreja Católica, em dezembro de 2021. Em uma dessas consultas, terá aproveitado o estado de vulnerabilidade de uma vítima para consumar atos sexuais, retirando-lhe a capacidade de reação.
A acusação descreve ainda que, nesse mês, o antigo sacerdote constrangeu outra vítima a suportar contactos forçados no corpo. O julgamento está marcado para começar a 12 de maio, com a segunda sessão agendada para 19 de maio, no Tribunal de Vila Real.
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