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ELA: definição, sinais, causas e tratamentos

ELA é doença neurodegenerativa que afeta neurónios motores; atinge cerca de 400 mil pessoas no mundo, com cerca de 100 mil mortes por ano

ARQUIVO: David Allgood e Tom Stokes utilizam um percurso adaptado a pessoas com deficiência no Parque Nacional da Gruta Mammoth, em Cave City
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  • A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa que afeta os neurónios motores; cerca de 400 mil pessoas vivem com ela no mundo, na Europa são cerca de 50 mil e cerca de 100 mil morrem por ano; o actor Eric Dane faleceu aos 53 anos após ter sido diagnosticado.
  • O diagnóstico costuma ocorrer entre os 55 e os 75 anos, e a esperança de vida varia entre dois e cinco anos após o aparecimento dos sintomas.
  • Os primeiros sinais costumam ser uma fraqueza muscular que se vai espalhando, com dificuldades para andar, engolir ou falar; a doença começa frequentemente nas extremidades.
  • A ELA pode manifestar-se de três formas, consoante a zona inicial: perna, braço ou boca e garganta; cerca de 90% dos casos são esporádicos e 10% são familiares.
  • Não há cura, mas existem opções para retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida: fármacos, terapia, reabilitação e apoio nutricional e respiratório.

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso, incluindo as células nervosas do cérebro e da medula espinal. Estima-se que cerca de 400 mil pessoas vivam com a condição a nível global.

A ELA pode manifestar-se entre os 55 e os 75 anos, com uma esperança de vida entre dois e cinco anos após o aparecimento dos sintomas. A prevalência varia entre duas e seis pessoas por 100 mil, sendo ligeiramente mais comum em homens.

Na quinta-feira, o ator Eric Dane, conhecido pela série Anatomia de Grey, faleceu aos 53 anos, menos de um ano depois da divulgação pública do diagnóstico de ELA. A doença ataca neurónios motores, interrompendo a comunicação entre o cérebro e os músculos.

Sintomas

Os sinais variam conforme as áreas afetadas. Com frequência inicia-se com fraqueza muscular que se espalha ao longo do tempo. Dificuldades em andar, em realizar tarefas diárias ou em falar surgem cedo na progressão.

A doença pode afetar mãos, pés, pernas ou membros superiores, evoluindo para dificuldades na deglutição e na fala. Em muitos casos, observa-se o aparecimento inicial nas extremidades.

Distingue-se ainda entre formas com base na área inicial de manifestação: perna, braço ou boca e garganta. Esta classificação ajuda a enquadrar o quadro clínico e a planejar o tratamento.

Tipos

A ELA esporádica representa cerca de 90% dos casos, surgindo sem causa conhecida, segundo especialistas. A forma familiar representa cerca de 10%, associada a alterações genéticas herdadas.

Pode ainda diferenciar-se pela etiologia entre tipos de apresentação. A compreensão dessas diferenças orienta o acompanhamento médico e a pesquisa de terapias.

Tratamentos

Não há cura, mas existem medidas que podem abrandar a progressão e melhorar a qualidade de vida. Incluem fármacos, terapia e reabilitação, além de apoio nutricional e respiratório. Os regimes variam conforme o caso e a evolução da doença.

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