- A Procuradoria Nacional Antiterrorista francesa deteve, na terça-feira, dois adolescentes de 16 anos por alegado planeamento de ataque jihadista.
- Um deles, alegado líder, pretendia agir contra um centro comercial ou uma sala de espetáculos e planeava roubar uma arma; afirmaria ainda ter adquirido produtos químicos para testes de combustão em casa.
- Ambos permaneceram sob custódia; a PNAT pediu a acusação de associação criminosa para cometer crimes contra a população, com o líder em prisão preventiva e o outro sob supervisão judicial.
- O segundo menor tinha sido informado dos planos do cúmplice e é suspeito de ter contribuído para reforçar as crenças radicais.
- O procurador Olivier Christen sublinhou que, nos últimos anos, muitos casos envolvem menores; destacou ainda que redes sociais como TikTok e Telegram aceleram a radicalização, levando jovens isolados a identificarem-se com projetos violentos.
A Procuradoria Nacional Antiterrorista (PNAT) da França anunciou a detenção de dois adolescentes, de 16 anos, por alegadamente planear um ataque jiadista. Um deles assumiu a intenção de realizar uma ação violenta contra um centro comercial ou uma sala de espetáculos. O alegado líder pretendia roubar uma arma de fogo e adquiriu produtos químicos para testes de combustão em casa.
Os dois jovens foram detidos na terça-feira e colocados sob custódia. A PNAT pediu que sejam acusados de associação criminosa para crimes contra a população. O líder pode ficar em prisão preventiva, enquanto o outro deverá ficar sob supervisão judicial.
O segundo menor, que estava a par dos planos, é suspeito de ter contribuído para reforçar as crenças radicais violentas, segundo a PNAT. O procurador Olivier Christen afirma que, nos últimos anos, jovens, muitos sob 20 anos, têm estado sob investigação por terrorismo.
Contexto
Christen indicou que 22 menores foram acusados em 2025 pela prática de terrorismo, representando um terço dos processos abertos nesse ano. A evolução aponta para ações violentas ou planos contra território francês, desenvolvidos por indivíduos sem ligação direta a organizações.
De acordo com a autoridade, a propaganda jihadista disseminada nas redes sociais influencia estes menores. TikTok e Telegram são citados como plataformas com algoritmos que podem acelerar a exposição a conteúdos de violência extrema.
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