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Advogado de ‘Macaco’ afirma que Madureira não violou medidas de coação

Advogado de Macaco rejeita violação de medidas de coação e acusa o FC Porto de perseguição; critica o uso de videovigilância e o circo mediático

Fernando Madureira
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  • O advogado de Fernando Madureira (Macaco) contesta a denúncia do FC Porto de violação de medidas de coação, assegurando que o seu cliente não violou nenhuma medida.
  • O FC Porto informou ao Tribunal do Porto que Macaco permaneceu na Loja Azul, no Estádio do Dragão, alegando violação das medidas de coação impostas após o processo que levou à condenação por vários crimes.
  • Madureira foi condenado por cinco crimes de ofensa à integridade física, um crime de ameaça simples, um crime de ameaça agravada e um crime de coação simples; estava em prisão preventiva e foi libertado a 6 de Fevereiro por ter atingido o limite máximo de privação de liberdade sem a condenação transitada em julgado.
  • O mandatário critica o uso de videovigilância para monitorizar pessoas em lojas e na via pública, considerando a prática como ilícita e exemplar de “far west” sem leis.
  • O advogado acusa o requerimento do FC Porto de alimentar um circo mediático e diz que Fernando Madureira mantém a tranquilidade relativamente à situação.

O FC Porto apresentou ao Tribunal do Porto um requerimento em que sustenta ter ocorrido uma violação das medidas de coação aplicadas a Fernando Madureira, conhecido como Macaco. O clube afirma que o ex-dirigente dos Super Dragões permaneceu na Loja Azul, no Estádio do Dragão, em contexto relacionado com o mundo do futebol.

Segundo o texto do requerimento, a convivência de Macaco com o universo desportivo do FC Porto configura violação das restrições impostas. A denúncia insere-se na sequência de acontecimentos ligados ao processo anterior envolvendo o próprio Madureira.

Madureira foi condenado por cinco crimes de ofensa à integridade física, um crime de ameaça simples, um crime de ameaça agravada e um crime de coação simples, decorrentes de desacatos na Assembleia Geral do FC Porto em 13 de novembro de 2023. Estava sob medida de coação de prisão preventiva e foi liberto a 6 de fevereiro, por ter atingido o limite máximo de privação de liberdade sem que a condenação transitasse em julgado.

Reação do Advogado de Macaco

Gonçalo Cerejeira Namora contesta a denúncia e assegura que Madureira não violou qualquer medida de coação. O advogado acusa o FC Porto de recorrer a jurisprudência de forma inadequada e critica o uso de videovigilância para monitorizar pessoas em espaços públicos ou em lojas, considerando a prática desadequada.

Namora ainda denuncia a repercussão mediática do requerimento, afirmando que a situação tem gerado um circo mediático e destacando que o seu representado mantém tranquilidade relativamente à situação.

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