- As tempestades recentes em Portugal provocaram danos a infraestruturas, territórios e empresas, com mais de 1,1 milhão de clientes sem eletricidade e perdas estimadas acima de 4 mil milhões de euros (mais de 1% do PIB).
- Os riscos climáticos tornam-se mais frequentes e fortes, incluindo incêndios florestais prolongados, ventos superiores a 200 km/h e cheias após precipitação intensa, sublinhando a necessidade de sustentabilidade como gestão de risco.
- A regulação deve enquadrar o custo de carbono, o acesso a financiamentos e seguros, bem como as disrupções nas cadeias de abastecimento e na produção.
- Investir em indicadores ambientais, sociais e de governação corporativa (ESG) é visto como parte da estratégia de longo prazo e da sustentabilidade da economia.
- Governo e setor privado precisam agir de forma radical na aplicação de práticas de prevenção e sustentabilidade, reconhecendo a sua centralidade para o presente e o futuro.
Os riscos climáticos atingiram Portugal com forte intensidade, afetando infraestruturas, empresas e famílias. Mais de um milhão de clientes ficaram sem eletricidade e as perdas superam os 4 mil milhões de euros, potencialmente acima de 1% do PIB. Seguradoras estão no terreno para avaliar danos.
As tempestades recentes provocaram danos significativos em redes de energia, transporte e indústria. Casas e patrimónios familiares sofreram degradação acelerada, enquanto zonas industriais registaram interrupções de produção e interrupções em cadeias de abastecimento.
A análise aponta para uma escalada dos riscos climáticos: incêndios florestais mais severos, ventos com rajadas extremas durante episódios de depressões como Kristin e cheias após precipitação intensa. O padrão evidencia a ligação entre as quatro estações e o agravamento de eventos extremos.
A sustentabilidade surge como eixo de gestão de risco. O custo de carbono, o acesso a financiamento e seguros, e a proteção de ativos devem estar integrados na regulação e na estratégia empresarial. A transição energética é central neste enquadramento.
Empresas e Estado precisam de acelerar a adoção de práticas ESG. A gestão responsável, o investimento estável e o reforço da coesão social local são fatores fundamentais para a resiliência económica a médio e longo prazo.
A governabilidade corporativa vinculada à sustentabilidade deixa de ser opção. A realidade atual exige atuação consistente, com impactos mensuráveis para territórios e comunidades onde atuam. O objetivo é evitar vulnerabilidades estruturais na economia.
É tempo de alinhar público e privado, bem como diversas entidades, para colocar a prevenção climática e a sustentabilidade no centro da estratégia. A prioridade é reduzir riscos, proteger casas e empregos, e promover desenvolvimento sustentável a longo prazo.
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