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Quase três em quatro apoiados pela APAV foram vítimas de violência doméstica

APAV regista aumento de 25% em perseguição e 14% em ameaças/coacção; violência doméstica representa 73,9% dos crimes reportados, com maior expressão online

APAV tem constatado uma certa mutação nos crimes, apontando que "atrás de um teclado é fácil praticar crimes de discriminação"
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  • Em 2025, a APAV apoiou 18.549 pessoas, com 35.341 crimes reportados; 73,9% correspondem a violência doméstica (mais de 26 mil crimes).
  • Quase três em cada quatro casos apoiados eram de violência doméstica, o que faz deste crime o mais reportado pela instituição.
  • Houve aumentos noutras tipologias: perseguição denunciada subiu 25% e crimes de ameaça e de coacção subiram 14%, com preponderância de contextos online.
  • Discriminação e incitamento ao ódio cresceram 87%, burlas 48% e crimes sexuais contra crianças e jovens cresceram 25% entre 2024 e 2025.
  • A APAV gere a linha Internet Segura desde 2019, recebendo pedidos de apoio para violência online; defende medidas preventivas e maior uniformidade de respostas.

Quase três em cada quatro residentes que receberam apoio da APAV em 2025 eram vítimas de violência doméstica, o crime mais reportado no ano. A instituição registou 18.549 pessoas assistidas e 35.341 crimes, com 73,9% relativos a violência doméstica.

A APAV revelou ainda um aumento de 25% nos casos de perseguição denunciados e de 14% nos crimes de ameaça e coacção. O contexto online foi dominante em diversos tipos de crime, incluindo violência sexual contra menores.

Carla Ferreira, assessora técnica da direcção, indicou que o peso da violência doméstica é elevado face ao total de ocorrências, com mais de 26 mil crimes reportados no agregado. O destaque vai para o impacto na vida das vítimas.

Impacto e tendências

Houve crescimento significativo de crimes de discriminação e incitamento ao odio, com aumento de 87% entre 2024 e 2025. Burla também subiu 48%, enquanto crimes sexuais contra crianças registaram aumento de 25%.

A responsável sublinhou a atuação da linha Internet Segura, gerida pela APAV desde 2019, que recebe pedidos de ajuda relativos a violência online e burlas, além de violência sexual.

Prevenção e enquadramento legal

Carla Ferreira reforçou que a legislação portuguesa é extensa e penaliza bem os fenómenos criminais, mas a aplicação nem sempre acompanha. A APAV continua a defender medidas preventivas e uma resposta uniforme para todas as vítimas.

A responsável sublinhou que a APAV oferece apoio a vítimas de todas as formas de crime, não apenas de violência doméstica, destacando a necessidade de dar voz e direitos a todas as vítimas, independentemente do tipo de crime.

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