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Professores iniciam caravana e acusam Governo de adiar problemas com barriga

Fenprof acusa governo de empurrar problemas com barriga; caravana percorre continente, Açores e Madeira para divulgar reivindicações e alertar para 3.000 a 4.000 professores a aposentar nos próximos anos

Fenprof, protesto
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  • A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) iniciou uma caravana nacional para divulgar preocupações e reivindicações dos docentes, percorrendo continente, Açores e Madeira durante dez dias.
  • O objetivo é distribuir flyers e postais com mensagens como “Falta professores” e exigir valorização do estatuto da carreira docente; a caravana começou no Porto.
  • O secretário-geral Francisco Gonçalves acusou o Governo de “empurrar com a barriga” problemas que afetam o ensino, destacando que mais de três mil professores deverão aposentar-se nos próximos anos.
  • Segundo ele, o número de licenciaturas e mestrados em ensino é inferior ao necessário e não há medidas concretas para melhorar o estatuto, apesar de o ministro dizer que a valorização está em revisão.
  • Durante a digressão estão previstas ações de rua, expressões artísticas e plenários, com foco em questões nacionais e em aspetos específicos de escolas, incluindo ensino público e artístico.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusou o Governo de adotar uma postura de “empurrar com a barriga” problemas que afetam o funcionamento do ensino em Portugal. A Caravana Nacional arrancou hoje no Porto, às 08:00, com o objetivo de destacar preocupações e reivindicações dos docentes.

O secretário-geral da Fenprof, Francisco Gonçalves, afirmou que o ministro da Educação tem dois anos de mandato e ainda não apresentou medidas concretas que valorizem a carreira docente. Segundo ele, a falta de professores continua a crescer e deverão aposentar-se entre 3.000 e 4.000 docentes nos próximos anos.

Percurso, objetivos e formato de atuação

A caravana pretende percorrer 18 distritos do continente, as 9 ilhas dos Açores e 8 concelhos da Madeira ao longo de 10 dias. Serão distribuídos flyers e postais com mensagens sobre as principais preocupações dos professores.

Ao longo do trajeto, o movimento aborda também questões locais de cada escola, incluindo ensino público, ensino artístico e ensino especializado. Estão previstas ações de rua e plenários de informação.

O ponto de partida ocorreu na Praça Pedro Nunes, no Porto, junto da Escola Secundária Rodrigues de Freitas e do Conservatório de Música do Porto. A equipa seguiu para a estação de metro da Trindade e para a Escola Soares dos Reis.

Para terminar, a caravana está marcada para um plenário na Escola Básica e Secundária de Pedrouços, na Maia, com o objetivo de reunir docentes e partilhar o estado de negociações.

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