- As tempestades provocaram prejuízos de mais de 100 milhões de euros na Beira Baixa, metade na floresta e o restante em habitações, estruturas, património cultural, associativo e religioso.
- Durante o período crítico, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil respondeu a 2.049 ocorrências; 64 pessoas ainda não voltaram às suas casas e 300 habitações permanecem sem energia.
- Os danos concentram-se em seis dos oito concelhos da região: Castelo Branco, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Sertã, Oleiros e Vila de Rei, com a Sertã na liderança dos prejuízos.
- O Governo articula apoio através do Plano de Recuperação e Resiliência, com possibilidade de apoios a fundo perdido; envolvem-se ICNF, Forças Armadas, municípios e setor privado.
- Prioridade é desobstruir milhares de quilómetros de rede florestal, tratar pragas e preparar a indústria transformadora para receber madeira, numa resposta conjunta entre entidades locais e nacionais.
A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelas regiões Centro e Beira Baixa causou prejuízos superiores a 100 milhões de euros, segundo o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil. A avaliação, ainda preliminar, aponta metade dos custos na floresta e o restante em habitações, infraestruturas e património.
Ao longo do período crítico, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Beira Baixa registou 2.049 ocorrências. Ainda há 64 pessoas ausentes das suas casas e 300 habitações sem energia, além de falhas nas comunicações, indicou João Lobo.
Impacto por concelho e próximos passos
Os seis municípios mais afetados concentram o grosso dos danos, sobretudo em Castelo Branco, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Sertã, Oleiros e Vila de Rei, com Sertã na liderança dos estragos. Covilhã, Belmonte e Fundão sofreram menos, assim como Idanha-a-Nova e Penamacor.
Os valores já estimados para infraestruturas públicas, empresas, associações e setores religiosos rondam os 50 milhões de euros. A floresta pode ter perdas também na ordem de 50 milhões, de acordo com o ICNF, com danos à rede viária florestal a exigir desobstrução.
A gestão do problema envolve municípios, ICNF, Forças Armadas e apoio do Governo, incluindo o Ministério da Agricultura e da Sustentabilidade das Florestas. Vila de Rei abriu um edital para tratar da recuperação, com extensão prevista a outros concelhos e participação de privados.
O objetivo é acelerar a desobstrução de vias, assegurar a capacidade de armazenamento de madeira pela indústria e preparar respostas a eventuais pragas. As autoridades destacam a necessidade de coordenação a nível nacional e apoio financeiro, incluindo fundos a fundo perdido.
O primeiro-ministro mencionou a existência de um Plano de Recuperação e Resiliência específico para a região. Existe perspetiva de apoio significativo para mitigar impactos futuros e promover a recuperação do território.
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