- Especialistas do Palm Beach Zoo viajaram ao Zimbabué em agosto para ajudar Thuza, rinoceronte-branco ameaçado, com uma infeção ocular parasitária potencialmente mortal.
- A ideia baseou-se em atrair o animal para um espaço estreito e habituá-lo a receber gotas nos olhos, com base na experiência do Jardim Zoológico de Palm Beach.
- Em cerca de uma semana já era possível aplicar as gotas enquanto Thuza se mantinha imóvel; em duas semanas a técnica foi ensinada aos guardas.
- O projeto insere-se na Community Rhino Conservation Initiative, com o apoio da Imvelo Safari Lodges, visando a reintrodução de rinocerontes-brancos-do-sul em terras comunitárias perto do Parque Nacional de Hwange.
- O rinoceronte-branco-do-sul tem estatuto de conservação próximo de ameaçado, com cerca de 16 mil animais em estado selvagem, ainda enfrentando caça furtiva e perda de habitat.
Nos arredores do Parque Nacional de Hwange, no Zimbabwe, um plano de intervenção para salvar a visão de um rinoceronte branco foi posto em prática por especialistas ligados ao Palm Beach Zoo & Conservation Society, na Flórida. O objetivo foi tratar um rinoceronte macho, Thuza, com uma infeção ocular parasitária potencialmente mortal. A iniciativa envolveu organizações locais e internacionais ligadas à conservação.
Os profissionais viajaram para África em agosto para atuar junto do rinoceronte, que integra um projeto-piloto de reintrodução de rinocerontes brancos-do-sul em terras comunitárias, com apoio da Community Rhino Conservation Initiative e da Imvelo Safari Lodges. Thuza apresentava olhos com sangramento e irritação constante, levando a preocupações sobre a preservação da visão.
Segundo quem acompanha o caso, a estratégia baseou-se em treinar Thuza para aceitar o toque humano e a aplicação de gotas nos olhos através de um espaço estreito onde o animal é alimentado com as suas preferências. Em poucos dias, o rinoceronte ficou imóvel durante a aplicação; em duas semanas já era possível praticar o tratamento com a ajuda de diferentes equipas.
A iniciativa foi impulsionada pela visão de conservação da Imvelo Safari Lodges, com o envolvimento da diretora-executiva do Palm Beach Zoo, Margo McKnight, que esteve na região para avaliar a situação. A equipa destacou que a prática permite manter a função ocular do animal, reduzindo riscos de cegueira que poderiam comprometer o projeto de reintrodução. A situação de Thuza passou a ser monitorizada de perto pela comunidade local e pela equipa técnica envolvida.
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