- O Tribunal de Santa Maria da Feira decretou o julgamento do jovem por portas fechadas, no âmbito de acusações de incitar massacres no Brasil, citando a publicidade como motivo.
- Miguel Ângelo, atualmente com 18 anos, é acusado de vender ficheiros de pornografia de menores entre mais de 240 crimes imputados, sendo 224 agravados; as audiências decorrem sem público presente.
- O jovem está em prisão preventiva na cadeia de Leiria, tendo passado a noite em Custóias, Matosinhos, para estar presente no julgamento desta quinta-feira; a defesa informou que não vai prestar declarações nesta primeira sessão.
- A acusação aponta sete crimes de homicídio, incluindo o incitar um menor de 16 anos a cometer um massacre em outubro de 2023, na escola Sapopemba, em São Paulo; a vítima foi Giovanna Bezerra.
- A defesa sustenta que Miguel, conhecido por “Mikazz” no Discord, não era o cérebro do grupo The Kiss, alegando que era apenas mais um membro; o grupo era associado a discursos de ódio e incentivos à violência.
O coletivo de juízes do Tribunal de Santa Maria da Feira decidiu excluir a publicidade do julgamento de um jovem acusado de incitar massacres no Brasil. A decisão decorre do elevado número de crimes imputados, entre os quais se destacam 224 de pornografia de menores, 223 agravados.
Miguel Ângelo, que hoje tem 18 anos, está a contas com 240 acusações no total. A defesa pode sustentar que o arguido não era o cérebro do grupo The Kiss, no Discord, mas apenas um membro entre outros.
As audiências decorrem à porta fechada, sem público, em Lisboa? Não — no tribunal de Santa Maria da Feira, em Portugal. O arguido encontra-se em prisão preventiva na cadeia de Leiria, tendo passado a noite em Custóias, Matosinhos, para estar presente na audiência desta quinta-feira.
Portas fechadas e acusações
O Ministério Público aponta sete crimes de homicídio, um consumado, incluindo a incitação a um menor de 16 anos para realizar um massacre em outubro de 2023, numa escola de Sapopemba, São Paulo, que terminou com uma vítima mortal, Giovanna Bezerra.
Segundo o MP, houve ainda planeamento de outros ataques em escolas e a morte de uma pessoa sem-abrigo, a recuperar pela investigação policial. O arguido tinha 17 anos na altura dos factos e, segundo relatos, passava grande parte do tempo diante do computador na casa da mãe, em Santa Maria da Feira.
No grupo Discord, denunciou-se ódio, preconceitos raciais e incentivos à automutilação e violência contra animais, funcionando como elo de uma rede de mensagens entre membros. A defesa mantém que Miguel Ângelo não foi o único motor do grupo.
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