- O Governo Regional dos Açores afirma que os relatórios do ICAD indicam um caminho sustentado de melhoria nos consumos de álcool e drogas na região.
- Os números apontam efeitos das medidas de prevenção, tratamento e redução de riscos, com melhoria gradual.
- Os Açores aparecem entre as regiões com menores prevalências de consumo recente de qualquer droga na população de 15 a 74 anos, acompanhando a descida nacional, com a descida mais expressiva em outras drogas que não canábis.
- A prevalência de consumo recente de outras drogas não canábis continua superior à média nacional (9%), com as maiores prevalências de cocaína e opiáceos; também houve maior apreensão de buprenorfina e de codeína.
- No álcool, registaram-se descidas na embriaguez severa e redução de consumos de risco/nocivos; 2024 teve 790 internamentos por álcool, a maior taxa do país mas a menor de sempre na região desde 2019; a mortalidade por doenças atribuíveis ao álcool caiu para 29,1% em 2023, com 71 óbitos, e os anos potenciais de vida perdidos foram 322,6 por 100 mil habitantes.
O Governo Regional dos Açores destacou, nesta quinta-feira, melhorias consistentes nos indicadores de consumo de álcool e drogas na região. Os relatórios recentes, do ICAD, apontam um caminho de reforço das respostas públicas e da prevenção.
A Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências afirma que os resultados comprovam efeitos das medidas implementadas, ainda que de forma gradual. O Governo realça a adesão a políticas de prevenção, tratamento e redução de riscos.
Os Açores aparecem entre as regiões com menor prevalência de consumo recente de qualquer droga na população entre 15 e 74 anos, acompanhando a descida nacional. Também afirmam ter ocorrido a descida mais expressiva do consumo recente de outras drogas que não canábis face ao ano anterior.
Desempenho por droga e álcool
Segundo o ICAD, os Açores registaram a maior prevalência de consumo recente de outras drogas não canábis no país (9%), comparando com 6% a 7% noutras regiões. Mantêm-se, contudo, níveis elevados de cocaína e opiáceos na região.
Em relação ao consumo de álcool, o Governo destaca uma das poucas regiões com descidas simultâneas na embriaguez severa recente, tanto na população 15-74 como na faixa 15-34. Observa-se redução de consumos de risco elevado/nocivo ou dependência.
Apreensões destacadas incluem a maior quantidade de buprenorfina apreendida e a totalidade da codeína no território nacional, segundo o relatório.
Internamentos, mortalidade e anos de vida
Em 2024, registaram-se 790 internamentos hospitalares relacionados com álcool, mais 36 que em 2023, embora seja uma queda significativa face a 2019 (1.026). Ainda assim, os Açores apresentam a maior taxa de internamentos a nível nacional (3,10%), a menor já registada na região.
Os dados indicam que os Açores deixaram de ser a região com maior mortalidade por doenças atribuíveis ao álcool, caindo de 37,3% em 2022 para 29,1% em 2023. Em 2023 contabilizaram-se 71 óbitos por patologias associadas ao álcool.
Quanto aos anos potenciais de vida perdidos (APVP) por doenças atribuíveis ao álcool, houve melhoria expressiva: 322,6 em 2023, face a 444,9 em 2022, a apenas Madeira (353,6) acima.
Conclusão de leitura dos indicadores
Os dados de 2023/2024 apontam para progressos relevantes na região, com redução de consumo de álcool em determinados indicadores, e com melhoria nos domínios de prevenção e tratamento. O Governo reforça a necessidade de continuar o trabalho conjunto entre parceiros para consolidar os progressos.
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