- O presidente da Câmara de Viseu alertou que a ETA de Fagilde, no rio Dão, está “morta” e pode comprometer o abastecimento a quatro municípios.
- Os municípios servidos pela ETA de Fagilde são Viseu, Penalva do Castelo, Mangualde e Nelas.
- A autarquia estima um investimento de 35 milhões de euros para colocar o motor e o conjunto de equipamentos a funcionar novamente.
- O Governo já foi contactado há várias semanas para encontrar soluções de financiamento que resolvam o problema da ETA de Fagilde junto dos concelhos afetados.
- A prioridade de curto prazo, segundo o presidente, é resolver a degradação da ETA antes de considerar novas barragens; a questão foi debatida numa reunião pública.
O presidente da Câmara de Viseu revelou que a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Fagilde, situada no rio Dão, apresenta fragilidades que podem comprometer o abastecimento aos quatro municípios servidos pela infraestrutura. O alerta foi feito na sessão pública de sua Câmara, na quinta-feira, após auscultação de técnicos e responsáveis pela rede.
Segundo o autarca, o conjunto de equipamentos da ETA está fora de prazo e, na prática, “morto”, o que inclui depósitos de água, bombas de abastecimento e de limpeza, bem como a organização mecânica e eletromecânica associada a um motor. A avaliação aponta para a necessidade de intervenções urgentes para evitar interrupções no serviço.
Azevedo indicou que, há várias semanas, tem estado em contacto com o Governo para encontrar soluções de financiamento que permitam resolver o problema da ETA de Fagilde, em conjunto com os concelhos ligados à infraestrutura. O objetivo é evitar que o funcionamento da ETA comprometa o fornecimento de água aos municípios de Viseu, Penalva do Castelo, Mangualde e Nelas.
A autarquia estima um investimento de cerca de 35 milhões de euros para reinstalar o motor e modernizar o conjunto da ETA, que é descrita como o “motor” do tratamento e distribuição de água. Sem essa atualização, mesmo com água na barragem, os quatro municípios não teriam água tratada disponível.
A debate público ficou também a prioridade entre manter a barragem existente e substituir parte da rede. A preocupação principal passa pela degradação da ETA, que pode deixar de funcionar a qualquer momento, segundo o chefe do município. A intervenção está ligada a uma reavaliação de financiamentos e a decisões sobre o sistema multimunicipal gerido pelas Águas do Douro e Paiva.
O tema foi suscitando pela oposição social-democrata, que questionou a Câmara sobre o estado da providência cautelar apresentada pela Câmara de Mangualde no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, que suspendeu o alargamento do sistema para incluir Fagilde. A Câmara de Viseu afirmou aguardar uma decisão judicial, mantendo a prioridade na resolução da degradação da ETA.
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