- O MUNDA pediu à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro para organizar um congresso sobre o Mondego ainda este ano.
- A chamada surge após as recentes inundações, que evidenciaram fragilidades na gestão do território na bacia do maior rio inteiramente português.
- A associação diz que o fenómeno teve impacto significativo nos recursos económicos e nas vidas de várias comunidades intermunicipais.
- A bacia do Mondego tem registado gravíssima erosão dos solos em zonas antes florestadas, hoje incapazes de reter água.
- Observa-se ainda um acentuado assoreamento em muitos troços do seu percurso.
O movimento em defesa do Rio Mondego pediu à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro que organize um congresso dedicado ao Mondego ainda este ano. A solicitação foi feita na quinta-feira.
A organização justifica o pedido com as recentes inundações, que destacaram fragilidades na gestão do território na bacia do maior rio inteiramente português. O grupo aponta impactos significativos nos recursos económicos e nas comunidades entre distritos.
Segundo o MUNDA, a bacia hidrográfica do Mondego vem registando erosão grave dos solos nas zonas que antes eram florestadas, agora incapazes de manter água. O fenómeno tem sido acompanhado por assoreamento acentuado em vários troços do curso do rio.
O movimento sustenta que os eventos climáticos recentes evidenciam falhas estruturais na governação da bacia hidrográfica e na capacidade de resposta das autoridades competentes. A proposta visa discutir estratégias de prevenção e adaptação.
A entidade também defende a partilha de dados, planos de ordenamento do território e ações de recuperação para mitigar riscos e promover a resiliência das comunidades afetadas. A ideia é promover uma visão integrada da gestão fluvial.
Não foram divulgadas informações sobre datas, convidados ou o formato pretendido para o congresso, apenas a intenção de realizá-lo ainda durante o ano corrente. O CCDR Centro ainda não se pronunciou sobre o pedido.
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