- Almada criou um gabinete de apoio aos munícipes desalojados pelas intempéries, a funcionar na Junta de Freguesia da Trafaria, das 10:00 às 17:00.
- No concelho, 476 pessoas foram retiradas das casas; 225 estão alojadas pela autarquia, com o Inatel da Costa da Caparica a disponibilizar 27 quartos.
- O atendimento no gabinete é feito por técnicos da ação social e da habitação, e há um grupo interno de trabalho para acompanhar as consequências.
- A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil esteve no terreno; foi ativado o mecanismo Copernicus para monitorização das zonas afetadas.
- A Câmara reforça o policiamento de proximidade e a presidente Inês de Medeiros afirma compromisso em acompanhar cada situação e proteger o território.
A Câmara Municipal de Almada criou um gabinete de apoio aos munícipes desalojados pelas intempéries que afetaram o país. A medida entra em funcionamento nesta quinta-feira, com prioridade para quem teve de abandonar casa.
No concelho, 476 pessoas foram retiradas de habitações desde o início dos deslizamentos de terras. Destas, 225 estão alojadas pela autarquia, em condições de acolhimento geridas pelo município.
Algumas famílias contam com o Inatel da Costa da Caparica, que disponibilizou 27 dos seus 35 quartos para acolhimento de deslocados de Almada. O gabinete funciona na Junta de Freguesia da Trafaria, das 10:00 às 17:00, com atendimento de técnicos da ação social e da habitação.
Apoio institucional e monitorização
A Câmara criou também um grupo interno de trabalho para acompanhar as consequências dos estragos. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil avaliou o impacto no território, segundo a presidente Inês de Medeiros.
Foi ativado o sistema Copernicus para monitorização permanente das zonas afetadas, permitindo análises mais detalhadas. Além disso, o policiamento de proximidade será reforçado, com ligação ao Comando Nacional das Operações de Socorro.
A autarca sublinhou o compromisso de acompanhar cada situação, proteger as pessoas e cuidar do território, mantendo presença contínua e trabalho diário para que ninguém fique para trás.
Desde o início das tempestades, Almada registou deslizamentos nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão, num quadro de danos generalizados no país. No total, 18 pessoas morreram em Portugal devido aos temporais, que também provocaram feridos, desalojados e prejuízos materiais.
O balanço nacional aponta para destruição de habitações, encerramento de vias e serviços, cortes de energia, água e comunicações, bem como inundações. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
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