- O advogado do jovem de 18 anos acusado de instigar massacres em escolas no Brasil afirmou que o cliente não é um monstro e negou ter papel de liderança, defendendo que tem virtudes e defeitos da idade.
- A audiência decorre a portas fechadas no Tribunal da Feira, Aveiro, por crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual; o arguido não fez declarações na primeira sessão.
- O jovem permanece em prisão preventiva desde maio de 2024, sendo acusado de instigação de homicídio qualificado, seis tentativas de homicídio e três de maus-tratos de animal, entre outros crimes.
- Em Portugal, a defesa aponta que o arguido nunca liderou grupos nem movimentos, embora seja suspeito de liderar um grupo na Discord que incitava atos violentos no Brasil, com transmissão em direto.
- Segundo o Ministério Público, o grupo planeou homicídios e incentivou maus-tratos a animais, com alegado objetivo de ganhos de reconhecimento na comunidade online; havia partilha de pornografia de menores e conteúdo de ódio.
O advogado do jovem acusado de instigar massacres em escolas no Brasil afirmou que o seu cliente não é um monstro e negou o papel de liderança atribuído pela investigação. O responsável pela defesa, Carlos Duarte, deu declarações no final da sessão no Tribunal da Feira, em Aveiro, após a primeira audiência do processo.
A defesa sustenta que o arguido, de 18 anos, não liderou qualquer movimento ou grupo, nem integrou liderança relevante. O advogado destacou que a família tem dado os melhores cuidados educativos ao jovem, defendendo que não corresponde ao retrato muitas vezes associado a este tipo de crime.
A audiência decorre a portas fechadas, sem publicidade, em razão de crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual. O arguido está em prisão preventiva desde maio de 2024 e não se pronunciou durante a sessão, mantendo declarações já prestadas no primeiro interrogatório.
A professoral sessão foi interrompida pouco antes das 13h e deverá retomar na manhã do dia 26, com a audição de três inspetores da Polícia Judiciária. Na parte da tarde, estão previstas as testemunhas vindas do Brasil.
O jovem residente em Santa Maria da Feira é acusado de instigação a vários crimes, incluindo homicídio qualificado, seis tentativas de homicídio, três de maus-tratos a animais e uma série de crimes conexos, como pornografia de menores agravada, incitamento ao suicídio, coação, associação criminosa e discriminação com incitamento ao ódio.
Entre as acusações está a liderança de um grupo na rede social Discord que incitava adolescentes a praticar atos violentos em direto, contra si próprios, outras pessoas e animais de estimação. O Ministério Público adianta que o grupo planeou quatro massacres no Brasil, com um dos casos associado ao Massacre de Sapopemba, em São Paulo, em outubro de 2023, que resultou na morte de uma estudant ea ferimentos em outros.
Outros planos teriam sido interrompidos pelas autoridades antes da sua concretização, com potenciais autores entre 12 e 14 anos. Segundo o MP, o arguido terá organizado ainda o homicídio de um sem-abrigo em São Paulo, reforçando o objetivo de obter reconhecimento dentro da comunidade online.
As informações indicam que o grupo utilizou várias plataformas para partilhar conteúdo violento, incluindo pornografia de menores e imagens com símbolos de ódio. Também houve divulgação de imagens da vítima com uma farda nazi e uma arma.
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