- A segunda ronda de negociações trilaterais entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos em Genebra realiza-se esta quarta-feira, após ataques russos que causaram civis mortos e feridos em várias zonas da Ucrânia.
- Steve Witkoff, um dos enviados de Joe Biden, afirmou no X que houve progressos significativos graças ao sucesso de Trump em reunir as duas partes.
- Zelensky disse à Axios que a Ucrânia não aceitará acordos de paz que envolvam a retirada unilateral do Donbass e pediu aos EUA para não pressionarem publicamente a Ucrânia.
- O Presidente ucraniano também mencionou que procurou, em Genebra, um encontro cara a cara com Putin, e que uma zona desmilitarizada em Donetsk é uma opção discutida, embora a Rússia tenha recusado.
- Zelensky reiterou que as garantias de segurança são prioritárias e que qualquer acordo deve ser referendado pelos ucranianos; uma retirada de cerca de 10% do Donbass sem garantias não seria aceite.
A segunda ronda das negociações trilaterais entre a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos decorre em Genebra na quarta-feira, após ataques russos que deixaram civis mortos e feridos na madrugada. O encontro acontece num momento de tensão marcada pela invasão de 2022 e por posições difíceis sobre território.
Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, afirmou nas redes sociais que houve progressos significativos graças aos esforços de mediação. O comentário surge após o primeiro dia de negociações, em que as partes tentaram alinhar posições sobre a questão teritorial.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, repetiu que qualquer acordo deve incluir salvaguardas para o território e rejeitou a ideia de ceder de forma unilateral. O chefe de Estado reforçou a exigência de garantias de segurança ocidentais como condição essencial para negociações.
Zelensky pediu aos EUA que não imponham uma solução que implique a venda de uma paz que o seu povo não aceitaria. O presidente sublinhou que a paz duradoura não passa pela vitória de uma das partes à força, mas por compromissos que preservem a soberania.
O líder ucraniano indicou ter tentado, em Genebra, um encontro cara a cara com Vladimir Putin para avançar na questão territorial. As discussões públicas sugerem a ideia de uma zona desmilitarizada em Donbass, posição que a Rússia tem rejeitado.
As negociações também abordam garantias de segurança. Zelensky destacou que estas garantias devem preceder qualquer permuta de territórios, numa leitura que aponta para um equilíbrio entre segurança europeia e integridade territorial da Ucrânia.
Durante o fim de semana, Zelensky garantiu que os aliados sabem o que significam as garantias de segurança propostas pelos EUA. O Presidente explicou que a Ucrânia pretende obter garantias claras antes de ceder território.
Os EUA e a Ucrânia concordaram que qualquer acordo exigirá a aprovação dos ucranianos. Zelensky afirmou que a retirada de partes do Donbass sem garantias de segurança seria rejeitada pela população, tornando o acordo insustentável a nível interno.
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