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Três semanas após Kristin, Médio Tejo enfrenta atraso na prevenção florestal

Três semanas após Kristin, Médio Tejo em amarelo; caudais acima do normal atrasam a prevenção de incêndios, com mais de duas mil sem energia e estradas submersas

Cheias em Portugal devido a chuvas fortes e avisos vermelhos nos rios Tejo e Mondego
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  • Três semanas após Kristin, o Médio Tejo tem mais de 2 mil pessoas sem luz e comunicações, várias estradas submersas e atrasos na preparação para os incêndios.
  • O Plano Especial de Emergência para Cheias foi desagravado de vermelho para amarelo, mas continua ativo, com caudais acima do normal; no ponto de Almourol o caudal é de 1.835 m³/s.
  • Na Lezíria persistem várias estradas submersas e no distrito de Santarém há mais de 140 vias afetadas em 16 municípios.
  • Há 22 dias após Kristin, Leonardo e Marta, Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere continuam sem energia e comunicações; alguns municípios já desativaram planos de emergência, outros mantêm-nos ativos.
  • O Dispositivo de Combate a Incêndios Rurais inicia a 15 de maio; a proteção civil admite atraso na prevenção, com dificuldades em desobstruir caminhos, risco aumentado pelo mato e combustíveis finos, e já morreram 18 pessoas no país.

Três semanas depois das cheias provocadas pela tempestade Kristin, o Médio Tejo mantém-se em alerta. O Plano Especial de Emergência para Cheias foi desgradado de vermelho para amarelo, mas continua ativo, pois os caudais do Tejo permanecem acima do normal. A protecção civil indica dificuldades pela circulação em estradas alagadas.

Mais de duas mil pessoas continuam sem energia e comunicações na região. As consequências das inundações atrasam ainda os trabalhos de prevenção para a época de incêndios, segundo o responsável pela proteção civil do Médio Tejo.

Ao meio-dia, o caudal em Almourol era de 1.835 m³/s, acima do limiar de activação do alerta amarelo, mas abaixo do pico de cheia registado a 6 de fevereiro. Na Lezíria persistem estradas submersas e cortadas, dificultando deslocações.

Situação no Médio Tejo e vias afetadas

No distrito de Santarém continuam mais de 140 vias afetadas, entre submersões, cortes de via, movimentos de massa e quedas de taludes. O comandante sub-regional da proteção civil pede precaução aos habitantes e o uso de rotas alternativas.

Alguns municípios já desativaram os planos municipais de emergência, mas outros mantêm-nos ativos ante constrangimentos persistentes. A região permanece dependente de um esforço de recuperação para reabrir acessos.

Energia, comunicações e planeamento de incêndios

Dezenas de áreas continuam sem fornecimento elétrico e sem comunicações, sobretudo Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere. O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais está previsto para arrancar em 15 de maio, com atrasos visíveis.

O autarca sub-regional explica que não é possível ainda realizar limpezas de caminhos, faixas de gestão de combustível e desobstrução. Muitos trilhos desapareceram ou estão alagados, dificultando a passagem de maquinaria pesada.

Perspectivas e contexto regional

O responsável sublinha que o trabalho é de contrarrelógio numa região amplamente florestal. A forte pluviosidade deste inverno pode aumentar o mato e os combustíveis finos com a subida da temperatura. A proteção civil mantém o Tejo em amarelo e o estado de prontidão no nível 2.

De acordo com informações oficiais, já morreram 18 pessoas em Portugal devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, com centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais atingidas.

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