Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Tempestades provocam erosão costeira acentuada no Algarve

Tempestades provocam erosão costeira acentuada no Algarve, com recuo da linha de costa e quedas de arribas; especialistas defendem intervenções urgentes e reposição de areias

Praias do Algarve desgastadas pelo mau tempo
0:00
Carregando...
0:00
  • As tempestades provocaram erosão costeira acentuada no Algarve, com perdas significativas de sedimentos, recuo da linha de costa e quedas de arribas.
  • O recuo mais relevante ocorreu entre Quarteira e Vale do Lobo, na zona de Forte Novo, em Loulé, com movimentos de massa consideráveis.
  • O especialista Óscar Ferreira, da Universidade do Algarve, considera a situação episódica, associada a várias tempestades, mas com impactos duradouros onde o recuo é contínuo sem intervenção humana.
  • As praias devem recuperar-se naturalmente nos próximos meses, mas, em troços como Quarteira e Forte Novo, o recuo pode não regressar sem intervenção artificial. A reposição de areias é sugerida para manter capacidade balnear e reduzir riscos.
  • Para a costa rochosa entre Olhos de Água e Lagos, defende-se reforçar monitorização e intervir onde houver risco iminente para arribas; a cooperação entre entidades, ciência e comunidades é crucial para decisões futuras.

As tempestades recentes originaram uma erosão costeira acentuada no Algarve, com perdas significativas de areia, recuo da linha de costa e quedas de arribas. O aviso foi feito pelo investigador Óscar Ferreira, a dizer que a dinâmica do mau tempo comprometeu várias praias da região.

Ferreira, especialista do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Algarve, refere que a sucessão de episódios de mau tempo originou perdas de sedimentos e expôs arribas à ação direta do mar, promovendo movimentos de massa em várias zonas do litoral.

O estudo aponta, em particular, o troço entre Quarteira e Vale do Lobo, na zona de Forte Novo, em Loulé, onde o recuo da linha de costa foi considerado muito significativo e com movimentos de massa relevantes.

Medidas de mitigação

O especialista considera a situação episódica, associada ao mau tempo, mas alerta para impactos duradouros em trechos com recuo contínuo e irreversível sem intervenção humana. A recuperação natural é possível em muitos trechos nos próximos meses.

Entre as medidas recomendadas, destaca a reposição de areias para aumentar a capacidade balnear e reduzir riscos para pessoas e bens. Em zonas rochosas, como entre Olhos de Água e Lagos, enfatiza-se monitorização e ações preventivas contra arribas com risco iminente.

Monitorização e planeamento

A duração da intervenção com sedimentos varia conforme o local, exigindo novas ações ao fim de cada período de reposição. O reforço de dunas, a alimentação artificial de praias e a revisão do ordenamento do território são considerados necessários para zonas vulneráveis.

Ferreira defende uma abordagem integrada, com cooperação entre entidades públicas, comunidade científica e população local. Sem dados atualizados, as medidas podem revelar-se ineficazes ou de curto alcance.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais