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Prevalência do consumo de drogas em prisões mantém-se ou aumenta

ICAD: prevalência de consumo de droga na reclusão permanece estável ou aumenta em 2023; raparigas em centros educativos apresentam padrões de consumo de maior risco

Prevalência do consumo de droga em reclusão mantém-se ou aumenta
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  • Em reclusão, a prevalência de consumo de droga é muito superior à da população em geral (63% já consumiram droga alguma vez na vida), com 32% a usarem alguma droga na atual reclusão e 1% a consumirem drogas injetáveis nesse período; 1% registou overdose.
  • A maioria das substâncias apresentou tendência de estabilidade ou aumento do consumo recente durante a reclusão, sendo a descida relevante apenas para a cannabis.
  • O consumo nocivo de álcool entre reclusos é de 29%; 14% já tiveram coma alcoólico fora da prisão e 1% na atual reclusão; cerca de 3% envolveram-se em violência e 2% tiveram problemas de saúde graves relacionados com álcool.
  • Nos jovens em centros educativos, o início do consumo ocorre em média aos 13 anos; 85% já haviam consumido bebidas alcoólicas em 2023, com a cannabis sendo a droga mais utilizada; o grupo feminino apresenta prevalências mais altas de substâncias ilícitas e consumo de cannabis de maior risco do que os rapazes.
  • Entre 2015 e 2023, observa-se diminuição relevante do consumo antes do internamento e ainda mais significativa após o início do internamento.

A prevalência de consumo de droga entre pessoas em reclusão manteve ou aumentou em 2023, revelam dados do Sumário Executivo dos Relatórios Anuais para 2024 do ICAD. O estudo foi apresentado na Assembleia da República e agrega inquéritos realizados em Portugal e na Europa.

Entre os reclusos, as taxas de consumo de drogas são muito superiores à população geral. 63% já consumiram droga alguma vez na vida, e 32% consumiram durante a reclusão atual. Apenas 1% reportou consumo de drogas injetáveis nesse período.

A evidência aponta ainda que 1% registou overdose em reclusão. No que respeita ao consumo de álcool, 29% admitiram consumo nocivo durante a atual reclusão. Sobre episódios de coma alcoólico fora da prisão, 14% declararam já ter experienciado.

Prevalência entre jovens em centros educativos

No que toca aos jovens em centros educativos, o início de consumo ocorre mais cedo, em média aos 13 anos, com prevalências de consumo de risco superiores aos de outras populações juvenis. A cannabis surge como a droga mais consumida.

O grupo feminino apresenta, de forma persistente, prevalências mais altas de substâncias ilícitas do que os rapazes, bem como padrões de consumo de cannabis de maior risco. Entre 2015 e 2023 verificou-se uma diminuição do consumo antes do internamento, e uma redução ainda maior após o internamento.

Relativamente ao álcool, a idade média de início é de 12 anos. Em 2023, cerca de 85% dos inquiridos já tinham consumido bebidas alcoólicas. Entre as usuárias, destacam-se níveis mais elevados de consumo recente, binge drinking e embriaguez severa. Cerca de 41% relataram problemas relacionados com o álcool nos últimos 12 meses.

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