- A Misericórdia de Macau doar 300 mil euros à União das Misericórdias Portuguesas para apoiar congéneres afetadas pela depressão Kristin.
- A UMP está a levantar o número de Santas Casas com danos; já há mais de 40 misericórdias com prejuízos significativos.
- Os danos incluem equipamento da área social, da saúde, monumentos classificados e edificado; os maiores prejuízos concentram-se em Leiria, norte de Santarém, Alcácer do Sal, Coimbra, Portalegre e interior.
- O valor total dos prejuízos ainda não está apurado; o donativo será enquadrado por regulamento elaborado pela UMP em parceria com provedores de regiões não afetadas.
- A Misericórdia de Macau tem histórico de solidariedade com Portugal, incluindo 2017 contribuição de 200 mil euros e envio de um milhão de máscaras durante a pandemia.
A Misericórdia de Macau fez um donativo de 300 mil euros à União das Misericórdias Portuguesas (UMP) para apoiar as congéneres afetadas pela depressão Kristin. O apoio destina-se a comunidades assistidas pela rede das Santas Casas em território nacional.
A UMP confirmou à Lusa que ainda está a realizar o levantamento dos danos entre as Santas Casas, e que já há mais de 40 instituições com prejuízos significativos. Os estragos afectam equipamentos sociais, unidades de cuidados continuados, monumentos classificados e edificações em geral.
Os prejuízos concentram-se principalmente no distrito de Leiria, na zona norte de Santarém, e noutras misericórdias de Alcácer do Sal, Coimbra e Portalegre, bem como em diversas instituições do interior. O montante total ainda não está apurado.
Donativo enquadrado pela solidariedade entre Misericórdias
A UMP informou que o donativo de Macau será integrado num regulamento a ser elaborado pela secretariado nacional em parceria com provedores de misericórdias de regiões não afetadas. O presidente da UMP, Manuel de Lemos, descreveu o gesto como um sinal de união e compromisso com a missão social.
A Misericórdia de Macau mantém uma relação próxima com as misericórdias portuguesas, já tendo contribuído anteriormente. Em 2017, destinou 200 mil euros aos incêndios no Centro, e durante a pandemia enviou um milhão de máscaras de proteção.
Dezenove regiões foram duramente afetadas pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, com centenas de feridos e desalojados. As consequências incluiu destruição de casas, perdas económicas, cortes de energia, água e transportes.
A situação de calamidade que abrangia 68 concelhos terminou no passado domingo, conforme as autoridades. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo registaram os mayores impactos.
Entre na conversa da comunidade