- A dispensa e administração de metadona em farmácias comunitárias arrancará na segunda quinzena de abril em três regiões do sul: Litoral Alentejano, Portalegre e Portimão, com 12 doentes por região.
- Na fase piloto participam três farmácias por região, cada uma acompanhando quatro doentes; adesão de outras farmácias será formalizada via Portal Licenciamento+.
- O protocolo, assinado a 24 de novembro de 2025, visa alargar o acesso ao tratamento de dependência de opioides, devolvendo às farmácias o papel de dispensa controlada e acompanhamento terapêutico.
- O ICAD explicou que o serviço, interrompido em 2012, integra parcerias com a Associação Nacional de Farmácias, Associação das Farmácias Portuguesas, Infarmed, Ordem dos Farmacêuticos e outros.
- A presidente do ICAD destacou esforços para respostas integradas a problemas de consumo de drogas em Lisboa e no Porto, incluindo intervenções além da sala de consumo assistido.
O Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) anunciou o arranque da dispensa e administração de metadona em farmácias comunitárias na segunda quinzena de abril. O piloto abrange três regiões do sul: Litoral Alentejano, Portalegre e Portimão, com 12 doentes por região. A iniciativa envolve três farmácias por região, cada uma com quatro utentes.
O projecto integra a colaboração da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Associação das Farmácias Portuguesas, Infarmed e ICAD. O objetivo é ampliar o acesso ao tratamento de substituição de opioides, permitindo a dispensa controlada e acompanhamento terapêutico em espaços farmacêuticos.
O protocolo, assinado a 24 de novembro de 2025, regulariza este serviço após a interrupção em 2012. Participarão inicialmente 3 farmácias por região, com adesão voluntária futura mediante comunicação via Portal Licenciamento+. A iniciativa insere-se em programas de tratamento com cloridrato de metadona.
Joana Teixeira, presidente do ICAD, destacou a cooperação com autarquias para responder ao consumo de drogas em Lisboa e no Porto. Reforçou a importância de intervenções mais robustas do que a sala de consumo assistido, visando uma resposta integrada que inclua prevenção e encaminhamento para tratamento.
As autoridades locais já mantêm contactos com a Câmara do Porto e a Câmara Municipal de Lisboa para desenvolver intervenções no terreno, com foco em reduzir danos e facilitar o encaminhamento de doentes para tratamento.
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