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Jovem de 23 anos acusado de vender dados roubados à NATO na embaixada russa

Jovem de 23 anos é acusado de espionagem tentada após tentar vender dados roubados de equipamento da NATO à embaixada da Rússia em Lisboa, mantendo-se em prisão preventiva

Jovem é acusado de mais de 20 crimes, encontra-se em prisão preventiva e foi sujeito a proibição de contactos
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  • Um jovem de 23 anos foi acusado de tentativa de espionagem por supostamente tentar vender informações roubadas de equipamentos da NATO à embaixada da Federação Russa em Lisboa.
  • O furto envolveu um computador e um iPad, pertença da NATO e da Marinha sueca, que estavam sob a guarda de um militar da Aliança Atlântica, durante a conferência inicial de planeamento na Escola da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, entre 3 e 7 de fevereiro.
  • A conferência foi descrita como o maior exercício mundial de experimentação robótica de sistemas não tripulados, com cerca de 300 participantes, a maioria militares.
  • O arguido, em prisão preventiva, tentou aceder ao conteúdo dos dispositivos e ofereceu-se para colaborar com as autoridades, alegando a existência de uma organização criminosa de espionagem, versão que o MP diz não corresponder à realidade.
  • Além da espionagem na forma tentada, o jovem enfrenta ainda acusações de furto qualificado (três crimes), uso de documentos de identificação alheios (dois), falsas declarações, pornografia de menores, condução sem carta e onze denúncias caluniósas; há ainda dois arguidos associados ao caso.

Um jovem de 23 anos foi acusado de tentativa de espionagem por alegadamente tentar vender informações roubadas a agentes da Federação Russa, em Lisboa. A denúncia foi publicada pela Procuradoria-Geral da República nesta quarta-feira.

Segundo o MP, o suspeito soube da Conferência Inicial de Planeamento na Escola da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, entre 3 e 7 de Fevereiro de 2025. O evento constituía o maior exercício de robótica de sistemas não tripulados, com cerca de 300 participantes, na maioria militares.

O caso envolve furtos de um computador e de um iPad, pertencentes à NATO e à Marinha sueca, que estavam ao cuidado de um militar da Aliança. O jovem tentou aceder aos conteúdos e vendê-los a russos na embaixada da Rússia, em Lisboa, mas não obteve sucesso.

Investigações e possível colaboração

Durante a investigação, o arguido afirmou ter conhecimento de uma organização criminosa de espionagem e violação de segredo de justiça, integrada por 11 pessoas, incluindo um inspector da PJ. O MP informou que essa versão não tinha correspondência com a realidade.

Além da acusação de espionagem na forma tentada, o jovem enfrenta ainda múltiplas acusações, nomeadamente furto qualificado, uso de documento de identificação alheio, falsas declarações, pornografia de menores, condução sem carta e denúncia caluniosa.

O arguido permanece em prisão preventiva e com proibição de contactos. O processo envolve ainda dois arguidos adicionais, acusados de furto qualificado e sujeitos a termo de identidade e residência.

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