- O diretor do Departamento de Medicina Crítica da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, Pedro Moura, demitiu-se, alegando falta de alinhamento estratégico e múltiplas situações de desrespeito institucional.
- A demissão entra em vigor na segunda-feira, e a administração da ULSAM informou ter aceite o pedido, garantindo o funcionamento do departamento e a continuidade dos cuidados aos utentes.
- Moura acusa a direção clínica, em conluio com o conselho de administração, de ter colocado em causa o seu projeto ao substituir a diretora do Serviço de Urgência por alguém de confiança, afastando o SU do DMC e arriscando o circuito do doente crítico.
- O médico refere ter sido alvo de desrespeito institucional, de falta de feedback sobre projetos (Centro de Responsabilidade Integrado, reestruturação do SU/SMI e aplicação de IA) e de não ter sido ouvido.
- Reitera disponibilidade para colaborar com a ULSAM se essa for a orientação da gestão de topo.
O diretor do Departamento de Medicina Crítica (DMC) da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Pedro Moura, demitiu-se do cargo, citando falta de alinhamento estratégico e várias situações de desrespeito institucional. A decisão tem efeitos a partir de segunda-feira, segundo a comunicação enviada à administração da ULSAM e aos profissionais de saúde, e obtida pela Lusa.
Moura aponta que o projeto para o DMC ficou comprometido após o verão de 2025, com a substituição da diretora do Serviço de Urgência por um elemento da sua confiança, o que poderia pôr em risco o circuito do doente crítico. Alega também perda de apoio à direção do SMI e crise no serviço.
A administração da ULSAM confirmou ter aceitado o pedido de demissão e agradeceu o trabalho do diretor. Garantiu que o funcionamento do departamento está assegurado e que a normal continuidade da prestação de cuidados aos utentes está garantida, sem informações adicionais neste momento.
Contexto institucional
Pedro Moura descreve repetidas situações de desrespeito institucional, incluindo ausência de feedback sobre projetos como o Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) para o doente crítico e a reestruturação do SU/SMI. Refere dezenas de emails sem resposta e falta de audição para propostas, incluindo a aplicação de IA no DMC.
Crítico da gestão atual, Moura aponta ainda que tomou conhecimento da nomeação de outro elemento para a direção do SMI através de uma circular, sem contacto direto por parte do júri ou da instituição. O médico, com 28 anos de carreira no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, diz manter disponibilidade para colaborar com a ULSAM.
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