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Diretor de medicina crítica demite-se e acusa desrespeito da ULS Alto Minho

Diretor do Departamento de Medicina Crítica demitiu-se, acusando desrespeito institucional e desalinhamento estratégico; a ULSAM garante continuidade dos cuidados

Médico
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  • O diretor do Departamento de Medicina Crítica da ULS Alto Minho, Pedro Moura, demitiu-se do cargo, alegando falta de alinhamento estratégico e desrespeito institucional, com efeitos a partir de segunda-feira.
  • Moura afirma que o projeto que pretendia implementar foi posto em causa desde o verão de 2025, incluindo a substituição da diretora do Serviço de Urgência por alguém da sua confiança.
  • A administração da ULSAM disse ter aceite o pedido de demissão e garantiu que o funcionamento do departamento está assegurado e a prestação de cuidados continua.
  • O médico aponta “múltiplas situações de desrespeito institucional”, como ausência de feedback a projetos e falta de comunicação sobre iniciativas no Serviço de Medicina Crítica e no Serviço de Urgência/Medicina Intensiva.
  • Alega ainda que houve nomeação de outro elemento para a direção do Serviço de Medicina Intensiva este mês, citado através da circular 17/2026, e reforça que está disponível para colaborar sempre que apropriado.

Na quarta-feira, Pedro Moura anunciou a demissão do cargo de diretor do Departamento de Medicina Crítica da ULSAM, apontando falta de alinhamento estratégico e desrespeito institucional como motivação, com efeitos a partir de segunda-feira.

A administração da ULSAM informou ter aceite a demissão e agradeceu o trabalho desenvolvido. Garantiu que o funcionamento do departamento permanece assegurado e que a continuidade na prestação de cuidados aos utentes está assegurada.

Contexto

Segundo Moura, o projeto que pretendia implementar no DMC começou a ser comprometido no verão de 2025, com a troca da diretora do Serviço de Urgência por alguém da sua confiança, o que poderia pôr em risco o circuito do doente crítico e a formação do Serviço de Medicina Intensiva.

Em novembro, o médico alega ter ocorrido uma quebra de apoio à direção do SMI, gerando uma crise num serviço que, segundo afirma, estava estável há cerca de um ano e meio. Acusa ainda múltiplas situações de desrespeito institucional, incluindo falta de feedback sobre projetos e ausência de ouvidos para iniciativas no DMC.

Moura descreve ainda ter recebido várias comunicações não respondidas, bem como ausência de informação sobre projetos para a Medicina Crítica. Argumenta que houve uma nomeação recente de outro elemento para a direção do SMI com um projeto distinto do dele, sem contacto direto.

O médico reforça que é clínico com 28 anos de atuação no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e que sempre manteve uma postura de urbanidade e respeito. Afirma estar disponível para colaborar com a ULSAM, conforme as linhas da gestão de topo.

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