- A despesa do SNS com Medicina Física e Reabilitação atingiu 179,6 milhões de euros em 2024, um aumento de 59,2% desde 2021.
- A despesa apresentou uma taxa de crescimento anual de 12,3% entre 2021 e 2024, ligada ao maior volume de serviços prestados.
- 54% dos concelhos do continente não tinham oferta convencionada de MFR (150 concelhos); 84 municípios não tinham unidades de MFR.
- Em 2024, as regiões de Norte e Centro registaram as maiores despesas por 1.000 habitantes; Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo os valores mais baixos.
- No primeiro semestre de 2025 houve subida de 8% nas despesas e 613.326 requisições facturadas; existem 285 estabelecimentos não públicos com MFR/Fisiatria, geridos por 214 operadores, com 21% destes responsáveis por 60% das requisições.
O SNS aumentou de forma considerável a despesa com Medicina Física e Reabilitação (MFR) em Portugal continental. Em 2024, o gasto totalizou 179,6 milhões de euros, mais 59,2% do que em 2021, segundo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS). A subida manteve-se mesmo sem alterações nos preços, refletindo maior volume de serviços prestados.
A ERS destaca que o setor convencionado da MFR foi a terceira área de encomendas mais cara do SNS. No primeiro semestre de 2025, os gastos com MFR aumentaram 8% face ao mesmo período de 2024, indicando continuidade da expansão da atividade.
Cobertura geográfica e acessibilidade
Cerca de 54% dos concelhos de Portugal continental não têm oferta convencionada nesta área (150 municípios), com 41 no Norte, 42 no Centro, 19 em Lisboa e Vale do Tejo, 42 no Alentejo e seis no Algarve. Ao todo, 84 municípios não possuem unidades de MFR.
A zona Norte e o Centro apresentaram, entre 2021 e 2024, os maiores encargos por 1.000 habitantes, com 26.610 euros e 15.298 euros respetivamente em 2024. Por seu lado, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo registaram os valores mais baixos.
Oferta pública e concentração de operadores
O Alentejo foi a região com mais concelhos sem oferta (27, 57%), seguida pelo Norte e Centro com dispersões variadas. Os estabelecimentos não públicos com MFR concentram-se em Lisboa (68 unidades no concelho de Lisboa) e no Porto (32 unidades).
Ao nível da procura, a região Norte teve o maior rácio de requisições por 1.000 habitantes em 2024 (190), acima do rácio nacional (117,6). O Alentejo repetiu os valores mais baixos (17,4 em 2024).
Tendências de utilização e operadores
Entre 2021 e 2024, a procura de serviços de MFR cresceu 10,6% e, no 1.º semestre de 2025, o volume de requisições aceites caiu 3,1% face ao período homólogo de 2024. Ainda assim, 613.326 requisições faturadas no 1.º semestre de 2025 superaram os registos de anos anteriores.
No total, 285 estabelecimentos de natureza não pública com serviços de MFR e Fisiatria eram geridos por 214 operadores. Ao todo, 21% dos operadores convencionados responderam por 60% das requisições aceites em 2024.
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