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Dependência de álcool quadruplicou em 10 anos

ICAD alerta: dependência de álcool quadruplicou em dez anos em Portugal, com 3,1% em consumo de risco e 1,1% com sintomas de dependência

Álcool
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  • Um quinto da população entre 15 e 74 anos bebe álcool diariamente, e a dependência quase quadruplicou em dez anos, segundo dados de 2022 apresentados no relatório do ICAD.
  • No total, 3,1% da população teve consumo de risco elevado/nocivo nos últimos 12 meses (5,1% dos consumidores) e 1,1% apresentou sintomas de dependência (1,8% dos consumidores).
  • Entre os 15 aos 34 anos, 3,6% tinham consumo de risco e 0,4% sintomas de dependência; o relatório indica padrões mais graves entre homens, com os 25-34 anos especialmente nocivos e os 45-54 anos com maior prevalência de dependência.
  • Entre os jovens de dezoito anos, 2024 mostrou descida do consumo diário/quase diário, mas 7% bebem diariamente ou quase; 48% reportaram comportamentos de binge no último ano, com o Alentejo a registar os maiores problemas.
  • Em relação a políticas e fiscalização, 10.766 estabelecimentos foram fiscalizados em 2023 (menos 16% que em 2022); 48 contraordenações relacionadas com venda a menores ocorreram em 2024 (menos 23% que 2023); o imposto especial sobre bebidas alcoólicas rendeu 282,5 milhões de euros em 2024.

O álcool continua a ser uma presença comum na sociedade portuguesa. Dados oficiais de 2022 mostram que 1 em cada 5 pessoas entre os 15 e os 74 anos bebe diariamente, e a dependência quase quadruplicou nos últimos 10 anos. O relatório foi apresentado na Assembleia da República.

Segundo o Sumário Executivo do ICAD, 37% dos consumidores atuais bebem diariamente, correspondendo a 20% da população. Entre as bebidas, 30% consomem vinho diariamente, 12% cerveja e 2% bebidas espirituosas. O grupo de consumo de risco atingiu 3,1% da população.

Na fatia etária dos 15 aos 34 anos, 3,6% apresentam consumo de risco e 0,4% sintomas de dependência. Entre consumidores, 6,2% exibem risco e 0,7% dependência. Os padrões são mais graves entre homens, com maior nocividade nos 25-34 anos e maior dependência nos 45-54.

Dados nacionais e 2024

Apesar de sinais de abstinência, não houve melhoria global: o consumo inicia cada vez mais cedo e os padrões nocivos têm aumentado desde 2012, com a dependência a ascender de forma significativa ao longo da última década. O ICAD aponta heterogeneidadesregionais, com o Centro e o Alentejo registando prevalências mais altas.

Entre os jovens de 18 anos, 2024 marcou uma descida das prevalências de consumo pela segunda vez, mas continua a haver superioridade entre as raparigas. No Dia da Defesa Nacional, 7% beberam diariamente ou quase, e 48% declararam binge drinking no último ano.

Entre os 13 aos 18 anos, 58% já beberam álcool e cerca de 30% tinham ingerido uma bebida aos 13 anos ou menos; 3,5% embriagaram-se nessa idade. Em estudo europeu de 2024, 32% dos alunos portugueses veem risco no consumo diário de 1-2 bebidas.

Fiscalização e aspetos regulatórios

Relativamente às políticas de controlo, após medidas de 2013 e 2015, existem poucos avanços e persiste uma regulamentação menos restritiva para bebidas do que para outros produtos da saúde pública. A fiscalização é considerada crucial pelo ICAD. Em 2023, foram fiscalizados 10.766 estabelecimentos, menos 16% que em 2022, o valor mais baixo desde 2016.

Em 2024, Portugal Continental registou 48 contraordenações por venda a menores, menos 23% face a 2023, o crédito mais baixo desde 2016. O relatório também indica que o imposto especial sobre bebidas alcoólicas (IABA) rendeu 282,5 milhões de euros ao Estado nesse ano.

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